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Livro conta história da Idade Média através das mulheres apagadas na “versão oficial”

Em Femina, que chega às livrarias pelo selo Crítica da Editora Planeta, a historiadora e documentarista Janina Ramirez propõe uma nova versão do período que revela como as mulheres foram excluídas da história e por que isso ainda importa nos dias de hoje. https://www.pretessencias.com.br/literatura/livro-conta-historia-da-idade-media-atraves-das-mulheres-apagadas-na-versao-oficial/

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A Idade Média é vista como uma época sanguinária de vikings, santos e reis: uma sociedade patriarcal que oprimia e excluía as mulheres no que ficou conhecida como a “Idade das Trevas”. Apesar disso, ao investigar um pouco mais a fundo, percebe-se que a realidade não era bem assim: diversas mulheres foram importantes e influentes nos mais diferentes campos. Em Femina, que chega às livrarias pelo selo Crítica da Editora Planeta, a historiadora e documentarista Janina Ramirez propõe uma nova versão do período que revela como as mulheres foram excluídas da história e por que isso ainda importa nos dias de hoje.

Ao analisar documentos históricos, a autora desenterrou os nomes de inúmeras mulheres influentes riscados com a palavra “femina” anotada ao lado. Ou seja, ao ordenar que livros fossem queimados, obras de arte destruídas e novas versões de mitos, lendas e registros fossem produzidos, os guardiões do passado manipularam a visão da história para apagar os vestígios e a importância dessas figuras femininas. Indo além dos registros oficiais, a obra de Ramirez revela o verdadeiro impacto de mulheres como Jadwiga, a única rainha mulher da Europa; Margery Kempe, que explorou sua imagem e história para garantir sua notoriedade; Hildegarda de Bingen, a maior sábia e polímata medieval; Birka, uma guerreira viking cujo esqueleto havia sido atribuído a um homem; entre outras.

“Não estou reescrevendo a história. Uso os mesmos fatos, números, eventos e evidências aos quais sempre tivemos acesso, combinados com avanços e descobertas recentes. A diferença é que estou mudando o foco. Agora são os personagens femininos, em vez dos masculinos, que estão enquadrados. Ambos atuam nas narrativas, e só podemos compreender verdadeiramente uns em relação aos outros. […] Abordar o passado por meio das vidas e histórias de mulheres nos oferece um prisma único, através do qual é possível encontrar perspectivas inovadoras e ignoradas.”, escreve Janina Ramirez sobre seu trabalho em Femina.

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Última atualização em: 19 de julho de 2025 às 12:30

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