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São Paulo Negra: novo livro do Guia Negro conta a história da população preta na maior cidade do país

Da Saracura Vai-Vai à Casa Verde, o livro reúne 25 referências negras para contar a “história que a história não conta”. Publicação marca estreia da editora Guia Negro
São Paulo é a cidade com mais pessoas negras fora da África em números absolutos

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São Paulo é a cidade com mais pessoas negras fora da África em números absolutos. Na capital paulista, dos 11,4 milhões de habitantes, 43% se consideram de cor preta ou parda, ou seja, a população negra soma 4,9 milhões de pessoas.

Ainda que haja essa predominância, a história da população negra, seus personagens e sua relação histórica, política e cultural com a cidade não é amplamente contada nas escolas ou divulgada na mídia convencional.

Para amplificar essas histórias, a plataforma de afroturismo Guia Negro lança o livro São Paulo Negra, já disponível à venda.

São Paulo é a cidade com mais pessoas negras fora da África em números absolutos

A obra documenta histórias que são compartilhadas em seus roteiros turísticos, as Caminhadas Negras, realizadas desde 2018. Com isso, o livro leva o leitor a passear pelo Bixiga, bairro reconhecido nacionalmente pela presença italiana, mas que abriga o quilombo Saracura; à caminhar pela República, um reduto de influência de países africanos, e conhecer os sons dos blocos afro de São Paulo e das festas negras do funk ao samba.

“O livro é uma contribuição para enegrecer as narrativas de uma cidade que vai se embranquecendo e negando seu passado e presente negro-indígena”, afirma o fundador do Guia Negro, Guilherme Soares Dias, que é idealizador e organizador do livro.

A obra faz parte de um movimento de resgate de protagonismo dos ancestrais negros, que ainda precisam ser mais lembrados em nomes de ruas, praças, avenidas e em monumentos tão grandes quanto os que hoje homenageiam bandeirantes e escravocratas. As histórias representam, dessa forma, uma contribuição para a insurreição de outras perspectivas históricas.

“Com a publicação, esperamos que esse conhecimento e vivência da negritude de São Paulo ganhe novas leituras e possibilidades”, afirma Soares Dias.

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Última atualização em: 22 de outubro de 2025 às 11:16

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