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‘Cavaleiros do Zodíaco – Saint Seya – O Começo’ consegue o feito de ter o roteiro ainda pior que o desenho

Quando a Sony optou por não realizar sessões para a imprensa nem promover uma pré-estreia tradicional

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Quando a Sony optou por não realizar sessões para a imprensa nem promover uma pré-estreia tradicional, o alerta já soou: algo ia mal no front mitológico de Cavaleiros do Zodíaco. E de fato, o que chegou aos cinemas com o subtítulo Saint Seiya: O Começo confirma os piores temores — uma adaptação que não apenas falha em honrar sua fonte, mas parece desconhecer por completo o que a tornou icônica.

Adaptar animes shonen não é tarefa simples, mas é possível manter o espírito da obra mesmo com ajustes narrativos. Aqui, porém, a produção tropeça em cada decisão. Personagens fundamentais como Hyoga, Shun e Shiryu são reduzidos a meras aparições laterais, sem desenvolvimento ou relevância. Seus legados — essenciais na mitologia dos Cavaleiros — são esvaziados em favor de uma trama apressada e desorganizada.

O protagonista Seya mantém-se irritantemente unidimensional, enquanto Ikki surge como um antagonista mal construído, mais rascunho do que vilão. Embora não atinja o abismo catastrófico de Dragon Ball Evolution, o filme parece empenhado em chegar perto — e em alguns momentos, consegue.

As cenas de ação, que no anime original eram coreografadas de forma estática mas carregadas de peso dramático, tornam-se aqui uma sequência confusa de golpes sem impacto. Quando mais de dois personagens compartilham a tela, a edição vira um caos visual — como se a equipe não soubesse narrar através do movimento.

O diretor Tomasz Baginski, conhecido por seus trabalhos em curtas e teasers de games, parece ter aplicado uma lógica de “cenas avulsas” sem conseguir costurá-las em um todo coerente. O resultado é um produto que lembra mais um conjunto de ideias soltas do que uma narrativa cinematográfica.

No fim, Cavaleiros do Zodíaco – O Começo enterra qualquer esperança de reviver a franquia com a grandeza que merece. Talvez seja melhor, como sugere sua própria falta de coragem criativa, deixar os Cavaleiros repousarem no templo da nostalgia — onde suas armaduras ainda brilham com a lembrança do que um dia foram.

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Última atualização em: 12 de dezembro de 2025 às 23:43

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