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Curta-metragem brasileiro “O Pai da Rainha de Angola” faz estreia nacional na noite de abertura do Open Air Brasil

Curta-metragem brasileiro "O Pai da Rainha de Angola" faz estreia nacional na noite de abertura do Open Air Brasil

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Dirigido por Rodrigo França e roteirizado e protagonizado por Lucas Oranmian, “O Pai da Rainha de Angola” é um curta-metragem de ficção que propõe reflexões sensíveis sobre paternidade solo e o papel fundamental do resgate das ancestralidades afrodescendentes na formação e no fortalecimento da identidade de crianças negras, destacando a potência, a memória e a resistência de suas raízes.

O curta faz sua estreia nacional no dia 25 de março, na sessão de abertura do Open Air Brasil, no Jockey Club Brasileiro, no Rio de Janeiro, ao lado do longa-metragem “Pequenas Criaturas”. A exibição marca o início de sua trajetória junto ao público brasileiro. O curta teve sua estreia internacional no festival 14ª AFRIFF (Africa International Film Festival) que ocorreu de 2 a 8 de novembro de 2025, em Lagos, Nigéria.

O curta-metragem narra a história de Ravi, um homem negro que decide adotar Thelminha, uma menina negra de sete anos de idade. No delicado processo de adaptação entre pai e filha, Ravi passa a compartilhar fragmentos de sua trajetória, revelando afetos, memórias e aprendizados. Em resposta, a menina também se revela, apresentando ao pai sua verdadeira identidade: Zuri, a rainha de Angola.

Curta-metragem brasileiro "O Pai da Rainha de Angola" faz estreia nacional na noite de abertura do Open Air Brasil
Adima Macena | Divulgação

“Estrear um filme com foco na diáspora diretamente na África, sendo validado pelo público em Lagos, foi um marco profundo. Mas trazê-lo para ‘casa’, para a maior tela do mundo no Rio, tem um gosto único. Em O Pai da Rainha de Angola, exercitamos o gesto do reencontro: conectamos o Brasil ao continente africano para criar novos imaginários de afeto. É um filme que humaniza a paternidade negra através da delicadeza, provando que resgatar nossas raízes é o caminho mais potente para desenhar o futuro das nossas narrativas.” — Gabriel Bortolini, produtor.

Desconstruindo os estigmas e signos negativos que ainda permeiam o imaginário popular sobre a paternidade solo preta, dentro e fora do audiovisual, “O Pai da Rainha de Angola” apresenta personagens complexos, que expressam suas afetividades e vulnerabilidades de forma genuína. A obra se distancia de estereótipos racistas e propõe uma nova perspectiva, em que a racialidade é compreendida como potência criadora e estruturante das relações familiares.

O filme também marca a estreia de Dandara Arcebispo, nova revelação mirim da teledramaturgia brasileira. A jovem atriz está atualmente no ar na novela Êta Mundo Melhor!(TV Globo) e acaba de protagonizar o filme O Roubo do Cão, disponível na Globoplay.

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Última atualização em: 25 de março de 2026 às 15:57

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