Publicidade

“O ano em que o Frevo não foi pra rua” chega aos cinemas em 23 de abril

Documentário de Bruno Mazzoco e Mariana Soares aborda a resistência do carnaval de rua de Recife e Olinda durante a covid-19
Documentário de Bruno Mazzoco e Mariana Soares aborda a resistência do carnaval de rua de Recife e Olinda durante a covid-19

Publicidade

Maior festa popular brasileira, o Carnaval, também, sofreu as consequências da covid-19. O longa O ANO EM QUE O FREVO NÃO FOI PRA A RUA, de Bruno Mazzoco e Mariana Soares, observa de forma próxima como os foliões de Recife e Olinda, por dois anos consecutivos, ficaram sem poder sair às ruas para viver a tradicional explosão de alegria típica desse momento. O filme estreia nos cinemas em 23 de abril, com distribuição da Lira Filmes e patrocínio do BNDES.

As filmagens começaram em 2021, registrando o vazio das ruas e a melancolia dos foliões, e, mais tarde, em 2023, acompanha a preparação para o carnaval daquele ano, com o sentimento de euforia e resiliência, ao se retomar a festa. O olhar para o passado recente permite compreender o presente e a vitória de voltar às ruas celebrando a vida e a alegria.

Com depoimentos de foliões famosos e anônimos, é possível compreender como foi necessária a parada naqueles dois anos, que deixou as ruas e praças do Recife e nas ladeiras centenárias de Olinda sem os sons, cores e festejos típicos da festa.

"O ano em que o Frevo não foi pra rua" chega aos cinemas em 23 de abril

O ANO EM QUE O FREVO NÃO FOI PRA A RUA é um retrato de resistência cultural mesmo em tempos difíceis. O filme lança um olhar para o frevo, que representa parte da identidade do povo brasileiro e Patrimônio da Humanidade. Ao patrocinar projetos audiovisuais centrados na cultura popular, o BNDES investe no cinema nacional, em obras representativas do povo brasileiro e de suas tradições regionais, analisa Marina Moreira Gama, superintendente da Área de Relacionamento, Marketing e Cultura do BNDES.

No filme, Nena Queiroga, cantora e compositora, que há mais de 30 anos comanda multidões em cima dos trios elétricos do Galo da Madrugada, confessa que chorou muito por não poder comemorar o carnaval durante a pandemia. Quando percebi que não ia ter carnaval, fiquei dois dias de cama. Já sonhei cantando sozinha, fui fazer show e não tinha ninguém, não tinha nada de pandemia, e, mesmo assim, não tinha público. É engraçada a pressão emocional. A gente já se imaginou não estando no carnaval, mas sem o carnaval, a gente nunca imaginou.

Entrevistados e entrevistadas meditam sobre a importância da festa, mas também da necessidade de ausentar naqueles dois anos, afinal, carnaval é uma celebração da vida, e foi preciso a proteger para que a festa pudesse retornar em 2023.

Além de Nena, estão no longa figuras conhecidas, como Fernando Zacarias, o seu Zacarias, porta-estandarte do Galo da Madrugada, considerado o maior bloco carnavalesco do mundo; Lúcio Vieira da Silva, maestro da Orquestra Henrique Dias, que anima dezenas de blocos e troças carnavalescas de Olinda; Carlos da Burra, responsável por carregar o mais importante de todos os bonecos de carnaval, o místico Homem da Meia Noite; e Spok, maestro que se intitula como “último folião” por ser o responsável a pela apresentação de encerramento dos festejos no Marco Zero de Recife.

Publicidade

Última atualização em: 17 de março de 2026 às 0:11

Siga-nos no

Google News

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp

Deixe um comentário

Área para Anúncios

Seus anúncios aqui (área 365 x 300)

Publicidade

Matérias Relacionadas

Se inscreva na nossa Newsletter 🔥

Receba semanalmente no seu e-mail as notícias e destaques que estão em alta no nosso portal

Categorias

Publicidade

Links Patrocinados