Com a indicação de “O Agente Secreto” na categoria Melhor Filme Internacional, o Brasil chega à sua sexta indicação na história do prêmio. O país já havia sido indicado anteriormente em:
- 1963 – O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte

- 1996 – O Quatrilho, de Fábio Barreto

- 1998 – O Que É Isso, Companheiro?, de Bruno Barreto

- 1999 – Central do Brasil, de Walter Salles (que também rendeu a indicação de Fernanda Montenegro a Melhor Atriz)


Além dessas, cabe registrar o caso particular de “Orfeu Negro” (1960). Filmado no Brasil, em português e com elenco brasileiro, o longa foi inscrito e premiado como representante da França, país de seu diretor, Marcel Camus. Por isso, embora culturalmente marcante, a vitória não foi contabilizada oficialmente para o Brasil.
Vale lembrar também o impacto internacional de “Cidade de Deus” (2004), indicado em quatro categorias – Melhor Direção, Melhor Edição, Melhor Fotografia e Melhor Roteiro Adaptado –, embora não tenha levado a estatueta em nenhuma delas.
A indicação de “O Agente Secreto” já era esperada e dá continuidade ao atual momento de visibilidade e prestígio do cinema brasileiro no cenário global, em um ano que também vê Wagner Moura concorrer a Melhor Ator e Adolpho Veloso a Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”. A cerimônia ocorre em 15 de março, em Los Angeles.
