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Agosto Indígena ressalta o protagonismo tecnológico dos povos originários com diversas atividades no Sesc Santo André

Entre os dias 6 e 16 de agosto, diversas unidades do Sesc em todo o estado de São Paulo realizam ações voltadas ao Agosto Indígena com o tema Tecnologias Indígenas. A iniciativa tem como objetivo criar espaços de visibilidade para conhecimentos de diversas etnias, propondo reflexões sobre o conceito de tecnologia que engloba tanto o universo digital quanto os métodos tradicionais e contemporâneos de manejo, subsistência, arte e ativismo político. O projeto baseia-se nos saberes-fazeres dos mais de 300 povos originários do território hoje conhecido como Brasil. É o caso de diversas práticas ancestrais, como aquelas conectadas aos sistemas agrícolas tradicionais, que fazem das roças indígenas verdadeiros repositórios de biodiversidade – cultivadas com técnicas atualmente difundidas pelo termo “agrofloresta”. Além disso, as ações demonstram o mapeamento e o uso de ferramentas contemporâneas, como o audiovisual e as redes sociais, em iniciativas de valorização cultural e na defesa territorial dessas comunidades. A programação inclui atividades como exibições de cinema, bate-papos, shows, oficinas e vivências esportivas, com ações gratuitas e para diversas faixas etárias. No Sesc Santo André, a oficina Teatro, Identidade e Imaginação, compartilha práticas de atuação desenvolvidas durante o processo de criação de Ideias para adiar o fim do mundo. A atividade antecede a apresentação do espetáculo, que acontece em duas sessões, e é destaque da programação na unidade. Protagonizada por Yumo Apurinã e inspirada na obra de Ailton Krenak, a montagem percorre reflexões sobre as ficções que sustentam determinadas ideias de humanidade e de Brasil. Em cena, um indígena do povo Apurinã revisita sua trajetória enquanto enfrenta questionamentos e estereótipos ainda presentes no cotidiano, em uma narrativa que atravessa memória, pertencimento e apagamento histórico dos povos originários. Também integram a agenda a exibição do filme Yvy Pyte – Coração da Terra e um bate-papo com os diretores Alberto Álvares e José Cury. A unidade recebe ainda o Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil, desenvolvido pelo Instituto Socioambiental (ISA), dispositivo digital que reúne informações atualizadas sobre a sociodiversidade e a distribuição territorial dos povos indígenas no país. A roda de conversa Conhecendo o Brasil Indígena, com a educadora Poty Poran T. Carlos e a antropóloga Tatiane Maíra Klein, amplia esse percurso ao apresentar aspectos da diversidade de povos, línguas, territórios e modos de vida indígenas na atualidade. Entre espetáculos, vivências e espaços de diálogo, o projeto propõe encontros que colocam em circulação conhecimentos e tecnologias produzidas pelos próprios povos originários, expandindo o contato com experiências e visões de mundo que seguem transformando o presente e o futuro. As atividades são majoritariamente gratuitas e a participação varia de acordo com o formato e o local de realização na unidade. Para conferir a programação completa, acesse: sescsp.org.br/agosto-indigena Serviço: Instalação Mapa de Povos e Terras Indígenas no Brasil Com Instituto Socioambiental O Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil, do ISA, reúne informações atualizadas sobre mais de 270 povos indígenas e seus territórios. A plataforma de acesso livre consolida décadas de pesquisa e dados sobre a sociodiversidade indígena no país. A iniciativa amplia a visibilidade dos povos originários e contribui para a defesa de seus direitos territoriais e culturais. Nos dias 1/7 (sábado), 1/8 (sábado) e 9/8 (domingo) pesquisadores do ISA estarão das 13h às 16h para tirar dúvidas e apresentar o mapa. Dias 6 e 7/8, quinta e sexta, das 10h às 21h Dias 8 e 9/8, sábado e domingo, das 10h às 19h Área de Convivência Livre - Autoclassificação Bate-papo Conhecendo o Brasil Indígena Com Poty Poran T. Carlos e Tatiane Maíra Klein (ISA e CEstA-USP) No Dia Internacional dos Povos Indígenas, a educadora indígena Poty Poran T. Carlos, do povo Guarani, e a antropóloga Tatiane Maíra Klein conduzem uma roda de conversa sobre a diversidade dos povos indígenas no Brasil atual. Voltada a crianças, jovens, pessoas tutoras e educadoras, a atividade aborda saberes, histórias, línguas e modos de vida indígenas. O encontro também apresenta o Mapa de Povos e Terras Indígenas no Brasil e outras fontes de informação sobre o tema. Dia 9/8, domingo, das 14h às 16h Espaço de Tecnologias e Artes Livre - Autoclassificação Grátis - Sem retirada de ingressos. Exibição Yvy Pyte - Coração da Terra Dir: Alberto Álvares e José Cury, 2023, Brasil, 110 min., 14 anos Em "Yvy Pyte", Alberto Alvares e José Cury traçam um percurso cinematográfico entre terras Guarani, desfazendo fronteiras físicas e simbólicas. O filme, entrelaçando sonhos, cantos e caminhos, revela a busca coletiva pelo tekoha, desafiando as imposições coloniais e revelando a ligação profunda entre espiritualidade, terra e liberdade. Palavras, cânticos e imagens aéreas costuram uma narrativa poética que desdobra a resistência Guarani e recria um mapa contracolonial. Dia 8/8, sábado, às 15h30 Teatro Não recomendado para menores de 14 anos Grátis - Retirada de ingressos com 1h de antecedência. Bate-papo com os Diretores Yvy Pyte - Coração da Terra Dir: Alberto Álvares e José Cury, 2023, Brasil, 110 min., 14 anos Bate-papo com os diretores de Yvy Pyte, Alberto Alvares e José Cury. Entre sonhos, cantos e imagens aéreas, o filme revela a busca pelo tekoha, articulando espiritualidade, território e liberdade, em uma narrativa poética que afirma a resistência e propõe um mapa contracolonial. Dia 8/8, sábado, das 17h30 às 18h30 Teatro Não recomendado para menores de 14 anos Grátis Oficina Teatro, Identidade e Imaginação: outras formas de ser e estar em cena Com Yumo Apurinã e João Bernardo Caldeira Ministrada por Yumo Apurinã e João Bernardo Caldeira, a oficina compartilha práticas de atuação desenvolvidas durante a criação do espetáculo Ideias para adiar o fim do mundo. A atividade propõe exercícios de corpo, imaginação e composição cênica, explorando presença, escuta e processos de criação teatral. Por meio de trocas entre artistas e participantes, a oficina incentiva a experimentação e o desenvolvimento de diferentes formas de expressão em cena. A participação nos dois encontros garante cortesia para assistir ao espetáculo Ideias para adiar o fim do mundo, no dia 7 de agosto, às 15h, no Teatro do Sesc Santo André. Dias 5 e 6/8, quarta e quinta, das 17h30 às 19h Sala de Múltiplo Uso A partir de 13 anos Grátis - Inscrições pelo Portal Sesc SP Espetáculo Ideias Para Adiar o Fim do Mundo Com Yumo Apurinã Pela primeira vez adaptado para o teatro, Ideias para adiar o fim do mundo parte do pensamento de Ailton Krenak para refletir sobre as ideias de humanidade e de Brasil. Em cena, um indígena do povo Apurinã revisita sua trajetória e as raízes de seu povo enquanto enfrenta questionamentos e estereótipos recorrentes sobre sua identidade. A montagem aborda a violência histórica sofrida pelos povos indígenas e lança ao público a pergunta central da obra de Krenak: “Somos mesmo uma humanidade?”. Dia 7/8, sexta, às 15h Dia 7/8, sexta, às 20h Teatro Não recomendado para menores de 12 anos Ingresso - R$50,00 / R$25,00 / R$15,00 SESC SANTO ANDRÉ Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André Telefone – (11) 4469-1200 Estacionamento: R$ 9,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (Credencial Plena). R$15,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional (Outros)

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Entre os dias 6 e 16 de agosto, diversas unidades do Sesc em todo o estado de São Paulo realizam ações voltadas ao Agosto Indígena com o tema Tecnologias Indígenas. A iniciativa tem como objetivo criar espaços de visibilidade para conhecimentos de diversas etnias, propondo reflexões sobre o conceito de tecnologia que engloba tanto o universo digital quanto os métodos tradicionais e contemporâneos de manejo, subsistência, arte e ativismo político.

O projeto baseia-se nos saberes-fazeres dos mais de 300 povos originários do território hoje conhecido como Brasil. É o caso de diversas práticas ancestrais, como aquelas conectadas aos sistemas agrícolas tradicionais, que fazem das roças indígenas verdadeiros repositórios de biodiversidade – cultivadas com técnicas atualmente difundidas pelo termo “agrofloresta”. Além disso, as ações demonstram o mapeamento e o uso de ferramentas contemporâneas, como o audiovisual e as redes sociais, em iniciativas de valorização cultural e na defesa territorial dessas comunidades. A programação inclui atividades como exibições de cinema, bate-papos, shows, oficinas e vivências esportivas, com ações gratuitas e para diversas faixas etárias.

No Sesc Santo André, a oficinaTeatro, Identidade e Imaginação, compartilha práticas de atuação desenvolvidas durante o processo de criação de Ideias para adiar o fim do mundo. A atividade antecede a apresentação do espetáculo, que acontece em duas sessões, e é destaque da programação na unidade. Protagonizada por Yumo Apurinã e inspirada na obra de Ailton Krenak, a montagem percorre reflexões sobre as ficções que sustentam determinadas ideias de humanidade e de Brasil. Em cena, um indígena do povo Apurinã revisita sua trajetória enquanto enfrenta questionamentos e estereótipos ainda presentes no cotidiano, em uma narrativa que atravessa memória, pertencimento e apagamento histórico dos povos originários.

Também integram a agenda a exibição do filme Yvy Pyte – Coração da Terra e um bate-papo com os diretores Alberto Álvares e José Cury. A unidade recebe ainda o Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil, desenvolvido pelo Instituto Socioambiental (ISA), dispositivo digital que reúne informações atualizadas sobre a sociodiversidade e a distribuição territorial dos povos indígenas no país. A roda de conversa Conhecendo o Brasil Indígena, com a educadora Poty Poran T. Carlos e a antropóloga Tatiane Maíra Klein, amplia esse percurso ao apresentar aspectos da diversidade de povos, línguas, territórios e modos de vida indígenas na atualidade.

Entre espetáculos, vivências e espaços de diálogo, o projeto propõe encontros que colocam em circulação conhecimentos e tecnologias produzidas pelos próprios povos originários, expandindo o contato com experiências e visões de mundo que seguem transformando o presente e o futuro. As atividades são majoritariamente gratuitas e a participação varia de acordo com o formato e o local de realização na unidade.

Para conferir a programação completa, acesse: sescsp.org.br/agosto-indigena

Serviço:

Instalação

Mapa de Povos e Terras Indígenas no Brasil
Com Instituto Socioambiental

O Mapa Interativo Povos e Terras Indígenas no Brasil, do ISA, reúne informações atualizadas sobre mais de 270 povos indígenas e seus territórios. A plataforma de acesso livre consolida décadas de pesquisa e dados sobre a sociodiversidade indígena no país. A iniciativa amplia a visibilidade dos povos originários e contribui para a defesa de seus direitos territoriais e culturais.


Nos dias 1/7 (sábado), 1/8 (sábado) e 9/8 (domingo) pesquisadores do ISA estarão das 13h às 16h para tirar dúvidas e apresentar o mapa.
Dias 6 e 7/8, quinta e sexta, das 10h às 21h
Dias 8 e 9/8, sábado e domingo, das 10h às 19h
Área de Convivência
Livre – Autoclassificação

Bate-papo

Conhecendo o Brasil Indígena
Com Poty Poran T. Carlos e Tatiane Maíra Klein (ISA e CEstA-USP)

No Dia Internacional dos Povos Indígenas, a educadora indígena Poty Poran T. Carlos, do povo Guarani, e a antropóloga Tatiane Maíra Klein conduzem uma roda de conversa sobre a diversidade dos povos indígenas no Brasil atual. Voltada a crianças, jovens, pessoas tutoras e educadoras, a atividade aborda saberes, histórias, línguas e modos de vida indígenas. O encontro também apresenta o Mapa de Povos e Terras Indígenas no Brasil e outras fontes de informação sobre o tema.

Dia 9/8, domingo, das 14h às 16h
Espaço de Tecnologias e Artes
Livre – Autoclassificação
Grátis – Sem retirada de ingressos.

Exibição

Yvy Pyte – Coração da Terra
Dir: Alberto Álvares e José Cury, 2023, Brasil, 110 min., 14 anos


Em “Yvy Pyte”, Alberto Alvares e José Cury traçam um percurso cinematográfico entre terras Guarani, desfazendo fronteiras físicas e simbólicas. O filme, entrelaçando sonhos, cantos e caminhos, revela a busca coletiva pelo tekoha, desafiando as imposições coloniais e revelando a ligação profunda entre espiritualidade, terra e liberdade. Palavras, cânticos e imagens aéreas costuram uma narrativa poética que desdobra a resistência Guarani e recria um mapa contracolonial.

Dia 8/8, sábado, às 15h30
Teatro
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis – Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Bate-papo com os Diretores

Yvy Pyte – Coração da Terra

Dir: Alberto Álvares e José Cury, 2023, Brasil, 110 min., 14 anos

Bate-papo com os diretores de Yvy Pyte, Alberto Alvares e José Cury. Entre sonhos, cantos e imagens aéreas, o filme revela a busca pelo tekoha, articulando espiritualidade, território e liberdade, em uma narrativa poética que afirma a resistência e propõe um mapa contracolonial.

Dia 8/8, sábado, das 17h30 às 18h30
Teatro
Não recomendado para menores de 14 anos
Grátis

Oficina

Teatro, Identidade e Imaginação: outras formas de ser e estar em cena
Com Yumo Apurinã e João Bernardo Caldeira

Ministrada por Yumo Apurinã e João Bernardo Caldeira, a oficina compartilha práticas de atuação desenvolvidas durante a criação do espetáculo Ideias para adiar o fim do mundo. A atividade propõe exercícios de corpo, imaginação e composição cênica, explorando presença, escuta e processos de criação teatral. Por meio de trocas entre artistas e participantes, a oficina incentiva a experimentação e o desenvolvimento de diferentes formas de expressão em cena.

A participação nos dois encontros garante cortesia para assistir ao espetáculo Ideias para adiar o fim do mundo, no dia 7 de agosto, às 15h, no Teatro do Sesc Santo André.

Dias 5 e 6/8, quarta e quinta, das 17h30 às 19h
Sala de Múltiplo Uso

A partir de 13 anos

Grátis – Inscrições pelo Portal Sesc SP

Espetáculo

Ideias Para Adiar o Fim do Mundo
Com Yumo Apurinã

Pela primeira vez adaptado para o teatro, Ideias para adiar o fim do mundo parte do pensamento de Ailton Krenak para refletir sobre as ideias de humanidade e de Brasil. Em cena, um indígena do povo Apurinã revisita sua trajetória e as raízes de seu povo enquanto enfrenta questionamentos e estereótipos recorrentes sobre sua identidade. A montagem aborda a violência histórica sofrida pelos povos indígenas e lança ao público a pergunta central da obra de Krenak: “Somos mesmo uma humanidade?”.

Dia 7/8, sexta, às 15h
Dia 7/8, sexta, às 20h
Teatro
Não recomendado para menores de 12 anos
Ingresso – R$50,00 / R$25,00 / R$15,00

SESC SANTO ANDRÉ

Rua Tamarutaca, 302 – Vila Guiomar – Santo André

Telefone – (11) 4469-1200

Estacionamento: R$ 9,00 a primeira hora e R$ 3,00 por hora adicional (Credencial Plena). R$15,00 a primeira hora e R$ 5,00 por hora adicional (Outros)

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Última atualização em: 2 de agosto de 2026 às 23:38

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