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Com o monólogo “A Coisa Tá Ficando Preta”, Aldo Vieira materializa um manifesto contra o racismo estrutural, social e institucional

Com o monólogo “A Coisa Tá Ficando Preta”, Aldo Vieiramaterializa um manifesto contra o racismo estrutural, social e institucional

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Debatido sob perspectivas políticas, artísticas e institucionais, o racismo é consequência da forma como as relações sociais foram historicamente construídas e serve, até hoje, como ferramenta de manutenção de privilégios. Em uma sociedade estruturalmente colonial e escravocrata como o Brasil, pessoas racializadas, como as negras e indígenas, submetidas por séculos a uma lógica de subserviência forçada, ainda sofrem as consequências de um passado não tão distante. A falta de representatividade efetiva em espaços de decisão e a ausência de referências negras e indígenas nos currículos escolares e acadêmicos pronunciam o longo caminho que ainda há de ser trilhado para que transformações radicais aconteçam.

No Sul de Minas Gerais, em Poços de Caldas, o ator e pesquisador Aldo Vieira percebeu, durante sua graduação em Artes Cênicas, o impacto da ausência de intelectuais pretos e pretas nas referências de formação. Essa lacuna o impulsionou a buscar, por meio do teatro, uma forma de questionar, refletir e curar.

Com o monólogo “A Coisa Tá Ficando Preta”, o artista materializa um manifesto contra o racismo estrutural, social e institucional, revisitando experiências pessoais e coletivas que escancaram as desigualdades que marcam o cotidiano da população negra. O espetáculo é fundamentado em referências centrais para o pensamento contemporâneo, como Frantz Fanon, Neusa Santos Souza e Augusto Boal, entrelaçando pensamento, emoção e corpo para discutir o mito da democracia racial e a persistência das hierarquias herdadas do sistema escravocrata.

Com o monólogo “A Coisa Tá Ficando Preta”, Aldo Vieiramaterializa um manifesto contra o racismo estrutural, social e institucional

A dramaturgia, construída a partir de memórias e afetos, propõe um encontro íntimo e potente entre artista e público, evocando sentimentos de autoestima e coletividade. Realizado por meio do edital de circulação da PNAB, o espetáculo será apresentado em três cidades do interior de Minas Gerais, Palmeiral, Alfenas e Poços de Caldas, ampliando o acesso à arte e ao debate sobre o racismo a diferentes públicos.

As apresentações contam com entrada gratuita e tradução simultânea em Libras.

Projeto realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc – Edital PNAB 10/2024 – Circulação de Espetáculos (ID 11134/2024), por meio do Governo de Minas Gerais e do Ministério da Cultura.

SERVIÇO: Espetáculo ‘A Coisa Tá Ficando Preta’

  • Poços de Caldas — 21/11, às 19h, no Centro de Artes e Esporte Unificado (CEU) (Rua Miguel Calixto, 1153)

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Última atualização em: 17 de novembro de 2025 às 10:21

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