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Edvana Carvalho participa do Julho das Pretas com o monólogo ‘Aos 50 – Quem Me Aguenta?’ no dia Internacional da Mulher Negra  

Edvana Carvalho participa do Julho das Pretas com o monólogo ‘Aos 50 - Quem Me Aguenta?’ no dia Internacional da Mulher Negra  

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25 de julho é o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, e também o Dia Nacional de Tereza de Benguela, que se tornou a rainha do quilombo e símbolo da resistência negra feminina no Brasil. A data celebra, acima de tudo, a força, a luta e a resistência das mulheres negras. Para que essa história siga viva e atravesse gerações, o Julho das Pretas promove uma mobilização política, social, cultural com uma programação dedicada à arte da mulher negra. Nesta edição, Edvana Carvalho apresentará pela primeira vez no festival o seu monólogo “Aos 50 – Quem Me Aguenta?” na sexta, dia 25, a partir das 18h, no Ginásio Aristotelino Dantas, na cidade de Amélia Rodrigues, na Bahia.  A apresentação será gratuita e aberta ao público.  “É um mês de luta, de denúncias contra o racismo, o sexismo, a desigualdade social, o fortalecimento de narrativas femininas negras. Então, tudo a ver, fazer “Aos 50 – Quem Me Aguenta?” nesse Julho das Pretas porque é um espetáculo que coloca no centro a mulher negra de 50 anos ativista, que representa a voz e o corpo da mulher negra madura, que é invisibilizada por essa sociedade”, explica Edvana.

O empoderamento feminino, aliás, é a temática do monólogo “Aos 50 – Quem Me Aguenta?”, escrito e protagonizado pela atriz. No espetáculo, ela reflete sobre a mulher negra e sua maturidade, os aspectos sentimentais e sociais de seu empoderamento, abordando temas como sexo, envelhecimento, filhos, racismo, machismo, misoginia, relacionamentos e sororidade ao ultrapassar as barreiras trazidas pelos 50 anos. “Aos 50 – Quem Me Aguenta?” é um espetáculo de afirmação dessa potência feminina como arte, como resistência e transformação”, frisa. A peça, sucesso de público, foi idealizada para celebrar seus 40 anos de carreira. “Eu diria que é “Aos 50…” é memória e, ao mesmo tempo, é futuro. É um espetáculo de mulher negra 50+, guardiãs de saberes. Ao mesmo tempo, estamos criando novas formas de existir, de amar, de lutar e de envelhecer com liberdade e com dignidade”, celebra.

Antes disso, Edvana participa do Festival Negritudes, em Salvador, na quinta, dia 24, como convidada da mesa ‘O Que a Bahia Tem? Bahia Como Fonte de Inspiração’. O evento acontece na Casa Baluarte no centro histórico. “Não é só um evento artístico, mas uma forma de dar visibilidade à cultura negra, combater o racismo estrutural e fortalecer o orgulho da identidade negra. E acontecendo em Salvador, que é o epicentro da negritude no Brasil, o festival se conecta com sua ancestralidade”, diz.

Edvana Carvalho participa do Julho das Pretas com o monólogo ‘Aos 50 - Quem Me Aguenta?’ no dia Internacional da Mulher Negra  
Divulgação

A trajetória artística de Edvana Carvalho está entrelaçada com a sua própria existência. Desde criança, a menina nascida baiana que cresceu nos bairros da Liberdade e do Curuzu, em Salvador, já convivia com a forte influência da cultura local. Não demorou muito para o Teatro assumir o protagonismo em sua sua vida há pouco mais de 40 anos, tempo que ela acumula de carreira. Edvana iniciou sua trajetória na escola pública, passando pelo Grupo de Teatro do SESC/SENAC, até integrar a primeira formação do Bando de Teatro Olodum, em 1990. Além de atriz, ela é arte-educadora, poetisa e apresentadora.

Aos 57 anos, com licenciatura em Teatro, ela criou a Aula Palestra, projeto que visa a troca de experiências para discutir lutas e trajetórias do professor e fomentar nos alunos a criação de seus próprios objetivos na construção de seus sonhos. Outra iniciativa idealizada pela atriz é o projeto Roda de Conversa, desenvolvido na Escola Municipal Padre Confa, em Salvador, em que o objetivo é trazer para o ambiente escolar pessoas e iniciativas que promovam educação extra-curricular através da cultura. Mestranda do curso de Dramaturgia na UFBA (Universidade Federal da Bahia), a artista também é pós-graduada em Psicopedagogia pelo Instituto IBPEX Facinter, de Curitiba.

O ofício como atriz também segue em constante construção. Atualmente, Edvana está no ar em “Vale Tudo”, da TV Globo, no Rio de Janeiro. No remake, ela interpreta a costureira Eunice casada com o jornalista Bartolomeu (Luís Melo) e mãe de Fernanda (Ramille). É uma representante da mulher 50+, que segue no mercado de trabalho mesmo que atuando de forma informal, e garantindo parte do sustento da família.

Aclamada pela crítica, conquistou importantes prêmios como o Potências na categoria Atriz Coadjuvante pelo trabalho em “Renascer”, foi homenageada com o Umbutu: Potências Negras 2024 e  venceu o Kikito de Melhor Atriz pelo trabalho no curta “Fenda”, dirigido por Lis Paim também no ano passado. Ainda no Cinema, atuou em “Malês”, longa dirigido por Antônio Pitanga, no sucesso “Ó Paí Ó”, com direção de Monique Gardenberg e na continuação “Ó Pai Ó 2”, dirigido por Viviane Ferreira. Também atuou em “As Verdades”, de José Eduardo Belmonte, além de outros trabalhos marcantes. 

Serviço:

Festival Negritudes

Mesa: “O Que a Bahia Tem? Bahia Como Fonte de Inspiração”

Quando: 24/7, quinta

Horário: 14:45

Onde: Casa Baluarte

Endereço: Ladeira do Baluarte, 20 – Santo Antônio Além do Carmo, Salvador – BA.

Gratuito (Inscrições no site negritudesglobo.com.br )

Julho das Pretas

“Aos 50 – Quem Me Aguenta?” , com Edvana Carvalho

Quando: 25/7, sexta

Horário: 18h

Onde: Ginásio Aristotelino Dantas

Endereço: Av. Antônio Bacelar, 200, em Amélia Rodrigues – BA.

Gratuito

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Última atualização em: 26 de julho de 2025 às 15:47

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