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Espetáculo “Orúkọ” se apresenta no Teatro Municipal Gonzaguinha, trazendo à cena a ancestralidade e o direito de existir

O espetáculo “Orúkọ” se apresenta no Teatro Municipal Gonzaguinha

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 O espetáculo “Orúkọ” se apresenta no Teatro Municipal Gonzaguinha, a partir desta quinta (6), às 19h, e fica em cartaz até 15 de novembro, de quinta à sábado, sempre às 19h. Ingressos a R$30 (inteira), R$15 (meia) e R$10 (lista amiga)..

Iniciado como uma cena curta, o projeto percorreu festivais e conquistou prêmios como “Melhor Atriz” (Hilda Maretta) e “Melhor Cena” no FEST&ARTE 2022, além de receber seis indicações no 13º FESTU. Agora em formato completo, “Orúkọ” se apresenta no Teatro Municipal Gonzaguinha, a partir desta quinta (6), às 19h, e fica em cartaz até 15 de novembro, de quinta à sábado, sempre às 19h. Ingressos a R$30 (inteira), R$15 (meia) e R$10 (lista amiga).

O espetáculo traz a problemática em torno dos nomes de pessoas negras no Brasil, já que, em 1890, Ruy Barbosa de Oliveira, então ministro da Fazenda, mandou queimar todos os documentos ligados ao período da escravidão. A destruição desses arquivos impediu não apenas a responsabilização legal pelos crimes cometidos, como também apagou os registros que poderiam conectar os ex-escravizados às suas origens, famílias e nomes. “Tomar consciência de quem somos nos faz questionar as imposições feitas, o silenciamento sofrido, o apagamento de nossos nomes, de nossa cultura”, ressalta Hilda.

O ponto de partida do espetáculo é a história da aparição de Nossa Senhora do Rosário, muito presente nos ternos de Congada. A peça costura relatos e narrativas cotidianas, sempre levantando a mesma questão: “Qual a importância do nome das coisas?”. Para Hilda, a reflexão vai além da nomeação em si — trata-se de compreender o significado que atribuímos a ele. “Por que alguns nomes merecem ser lembrados e outros não? Quem faz essa distinção? Estes são questionamentos que me fizeram refletir sobre o que realmente é importante”, conta.

O espetáculo “Orúkọ” se apresenta no Teatro Municipal Gonzaguinha
Foto: Renato Mangolin

Neta de congadeiros, Hilda tem o mesmo nome da avó. Foi ao perceber o peso simbólico desse nome herdado que ela passou a investigar o passado de sua família. “Orúkọ nasce da necessidade de me reencontrar, me refazer, me reconectar com meus ancestrais. A busca por compreender por que recebi o nome da minha avó, o medo de não ser alguém, e sim uma continuidade de outra vida. Foi a partir dessas questões que o espetáculo surgiu”, explica a idealizadora.

Com direção de Tatiana Henrique, pesquisadora de oralidades africanas há mais de 20 anos, e dramaturgia de Mateus Amorim, o espetáculo entrelaça comédia, drama, música e contação de histórias. “Orúkọ fala sobre vivências e apresenta diferentes linguagens por trazer experiências comuns à vida de muitos, mas percebida por poucos. Esta foi a forma que encontramos para transmitir a sinestesia que é a vida”, reflete.

SERVIÇO:

Data: de 6 a 15 de novembro (de quinta a sábado)

Horário: 19h

Local: Teatro Municipal Gonzaguinha

Endereço: Rua Benedito Hipólito, 125 – Centro, Rio de Janeiro – RJ

Ingressos: R$30 (inteira), R$15 (meia) e R$10 (lista amiga)

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Última atualização em: 4 de novembro de 2025 às 9:48

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