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Joy Soares lança “Um Corpo Sensível no Mundo” e une dança, ancestralidade e cura em performance autobiográfica

Artista mineira radicada em SP transforma trajetória de superação em espetáculo que entrelaça movimento, respiração e consciência corporal; projeto dialoga com periferias e autonomia feminina
Joy Soares lança "Um Corpo Sensível no Mundo" e une dança, ancestralidade e cura em performance autobiográfica

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A dançarina, performer e instrutora de Yoga Joy Soares acaba de lançar “Um Corpo Sensível no Mundo”, uma obra autobiográfica que transcende a técnica para se tornar um mergulho profundo em sua própria história. Em meio a experiências positivas e desafiadoras, a artista manteve-se em um contato complexo, intenso e consciente com sua ancestralidade, a conexão com o eu interno e os processos de cura de traumas — tudo traduzido em movimento.

A fonte dessa ascensão, segundo Joy, esteve sempre no movimento, na respiração, no toque e na contemplação da energia que circula de dentro para fora. “A dança é o meu cálculo, minha expansão e minha troca com aquilo que não é dito em palavras”, afirma a artista, que vê na performance uma linguagem capaz de acessar camadas da experiência humana para além da verbalização.

Natural de Uberlândia (MG) e criada na zona leste de São Paulo, Joy Soares é dançarina, performer, instrutora de Yoga e produtora audiovisual e cultural. Formada em produção pelo Instituto Criar, atua de forma multidisciplinar na produção executiva, elaboração de projetos e articulação cultural, com experiência em iniciativas contempladas por recursos públicos e privados.

Sua trajetória artística nasce nas danças urbanas, com destaque para o Krump — estilo de rua conhecido por sua intensidade emocional e expressão bruta — e se expande para a poesia e as artes visuais como caminhos de expressão e autoconhecimento. A multiplicidade de linguagens reflete sua busca por integrar corpo, mente e espírito em uma prática artística que é também política e espiritual.

Proponente do projeto Ayabas Empoderadas, Joy desenvolve iniciativas que entrelaçam arte, autocuidado e fortalecimento coletivo, especialmente com mulheres de territórios periféricos. O nome “Ayabas” faz referência às guerreiras do reino do Daomé, na África Ocidental, e simboliza a força feminina negra que resiste e transforma.

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Última atualização em: 10 de julho de 2026 às 19:46

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