A Companhia Sonho Lúcido, formada por quatro jovens artistas, nasce com um propósito claro: disseminar cultura, incentivar a leitura e criar experiências teatrais significativas para crianças e adolescentes. Com obras autorais, acessíveis e sustentáveis, a companhia aposta em projetos que envolvem escolas, comunidades e espaços culturais de todas as regiões da cidade.
A próxima estreia do grupo será o espetáculo “Atlântida: Uma Nova Leitura Extraordinária”, com circulação prevista para a segunda quinzena de outubro, dentro da trilogia “Leituras Extraordinárias”. Baseada no livro O Príncipe Pardo e os Reinos Perdidos – Atlântida, do autor brasileiro Fábio L. Shadow, a peça aborda temas como sustentabilidade, equilíbrio social e senso coletivo, destacando o Afrofuturismo como forma de fortalecer o protagonismo negro na cena teatral. Serão dez apresentações gratuitas nas regiões Sul e Leste da cidade de São Paulo, em teatros da prefeitura. O projeto conta com o apoio do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, além do Fomento CULTSP, em parceria com o diretor convidado Renato Alves, do Fagulhas D’Arte.
O foco da companhia está no público infantojuvenil – faixa etária comumente esquecida pelo mercado teatral. Ao invés de remontagens ou peças comerciais, o grupo desenvolve montagens próprias que buscam transformar o teatro em uma experiência de conhecimento e conexão. “A gente queria criar algo que tivesse um propósito real, que tocasse as pessoas e não fosse apenas entretenimento. O teatro tem o poder de ensinar, de formar pensamento e de transformar quem assiste — a gente acredita nisso profundamente”, diz Bianca Sobral, produtora executiva e idealizadora do projeto.
A companhia surgiu em março de 2024, a partir do espetáculo “A Máquina do Tempo”, desenvolvido inicialmente para ser vendido nas escolas. A montagem, feita de forma independente e em parceria com o diretor convidado Renato Alves, acabou se tornando o embrião da companhia. De lá pra cá, o coletivo evoluiu artisticamente e institucionalmente, criando identidade visual própria e um plano de atuação focado em impacto social e cultural.
Inclusão e incentivo à novos artistas
Mais do que criar espetáculos, a Cia Sonho Lúcido se compromete com o fomento cultural e a inclusão de novos artistas no mercado. O grupo abre espaço para jovens talentos que, como eles, encontram dificuldade em ingressar no circuito artístico tradicional. “Queremos ser o apoio que faltou pra gente. Oferecer um lugar de encontro, de construção, onde as pessoas possam mostrar o que têm na cabeça e no coração”, explica Bianca.
Companhias como a Cia Sonho Lúcido cumprem um papel essencial no cenário cultural paulistano: preenchem lacunas deixadas pelo mercado tradicional, apostam em novas linguagens e formas de produção, e reafirmam o teatro como ferramenta de transformação coletiva.
