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  Ntanga: Espetáculo gratuito de dança celebra ancestralidade negra em São Paulo

“Ntanga” terá apresentações em três espaços culturais da cidade, entre 8 e 15 de setembro, com sessões gratuitas
https://www.instagram.com/danilli_mendes/

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A força do mar como metáfora da ancestralidade negra brasileira inspira o espetáculo Ntanga, que faz temporada gratuita em São Paulo entre 8 e 15 de setembro. Dirigido e criado por Inaê Moreira (BA/RJ), que também está em cena, tem co-criação de Júlia Lima (SP) e Danielli Mendes (Ilhabela/SP), o trabalho cruza dança e música em uma experiência sensorial que evoca memórias da diáspora negra e da cosmopercepção Bantu.

Em cena corpo, voz e sonoridades se entrelaçam para propor uma poética sobre tempo, inspirada no cosmograma Bakongo, que entende passado, presente e futuro como dimensões conectadas em espiral. O mar – a Kalunga – surge como linha que costura mundos, trazendo símbolos de travessias, memórias e reencantamento.

O espetáculo tem direção musical de Lucas Carvalho (BA/SP) e cenário concebido pela premiada artista visual Mônica Ventura (SP), criado a partir de tecidos em diferentes tons de azul, evocando o oceano Atlântico. A cena é preenchida por sonoridades ao vivo, que destacam a dimensão espiritual da obra.

 força do mar como metáfora da ancestralidade negra brasileira inspira o espetáculo Ntanga
Foto: Safira-Moreira

“Ntanga está interessado naquilo que produz vida, evidenciando o corpo afro-brasileiro como um pergaminho que guarda rastros e fabulações, sempre orientado pela ancestralidade”, afirma Inaê Moreira.

Além de ocupar espaços de relevância cultural como o Greta Galpão, o Edifício Oswald de Andrade e o Teatro Reynuncio Lima (Unesp), a temporada reforça seu compromisso com a acessibilidade, em sessões gratuitas e com audiodescrição. O espetáculo tem apoio do edital PROAC criação de dança.

Segundo Leda Maria Martins, em Kikongo (uma das línguas Bantu do Congo), Ntanga designa atos de escrever e dançar, cuja raiz deriva-se, ainda, do substantivo ntangu, uma das designações do tempo. Criado a partir de uma pesquisa filosófica em torno da cosmopercepção bakongo (grupo étnico da África Central), o espetáculo evoca as espirais que abrigam memórias negras.

Serviço Ntanga

  • Greta Galpão: 08, 09 e 10/09 às 20h30 |
    Rua Pedro Soares de Almeida, 104 – Vila Anglo Brasileira (Sumarezinho)
  • Edifício Oswald de Andrade: 12/09 às 20h | 13/09 às 16h (sessão com audiodescrição) | Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro
  • Teatro Reynuncio Lima (Unesp): 15/09 às 19h30 (sessão com audiodescrição) | Rua Dr. Bento Teobaldo Ferraz, 271 – Barra Funda

Duração: 60 min | Classificação: Livre |Entrada Gratuita

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Última atualização em: 2 de setembro de 2025 às 17:26

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