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“O Extermínio da Cegonha”: Obra inédita investiga, de forma divertida e atual, o poder da tecnologia na criação de relações e afetos 

“O Extermínio da Cegonha”: Obra inédita investiga, de forma divertida e atual, o poder da tecnologia na criação de relações e afetos 

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Divertido, provocador e atual. Assim pode ser entendido “O Extermínio da Cegonha”, espetáculo que estreia dia 1º de abril de 2026 às 19h no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro propondo um encontro entre gerações que pensam e sentem o mundo de maneiras muito diferentes, trazendo à cena tensões que atravessam tecnologia, memória, desejo e responsabilidade. Escrita e dirigida por Pedro Uchoa, que também integra o elenco ao lado de Higor Campagnaro, Jean Marcel Gatti, Julia Limp e Nara Parolini, a montagem tem como ponto de partida a investigação do poder da tecnologia e as consequências das interferências tecnológicas no comportamento da sociedade atual.

Na trama, Isabel decide passar o feriado de finados em sua cidade natal com seu namorado, seu cunhado e sua irmã mais nova. Porém, um reencontro a princípio casual com Samuel, seu amigo da infância, desencadeia acontecimentos que trazem à tona fantasmas do passado, revelando conflitos e memórias irrebobináveis. A peça coloca uma lupa nos atritos entre a realidade analógica e digital, falando de uma geração que lida naturalmente com aplicativos e smartphones, mas que cresceu numa infância dividindo um telefone fixo com a família toda. A irmã caçula Madá, típica figura da geração Z, cria o contraponto do olhar do nativo digital, porém assim como os demais personagens e espectadores, vive numa sociedade onde a vida é registrada em stories e a emoção é medida por engajamento.

“O Extermínio da Cegonha”: Obra inédita investiga, de forma divertida e atual, o poder da tecnologia na criação de relações e afetos 
O Extermínio da Cegonha | Foto: Dalton Valerio

Além da crítica a esses novos comportamentos, outros assuntos também sobem ao palco, como responsabilidade emocional, silenciamento feminino, consciência de privilégios e as diferenças geracionais, que são o reflexo da evolução contínua da sociedade. Por meio de uma narrativa contemporânea, o espetáculo investiga os conflitos humanos atravessados por essas transformações invisíveis e revela como a transição analógica-digital redesenha o modo como criamos vínculos, gestos, ritmos, afetos – e como permanecemos na memória alheia.

O processo da escrita começou há mais de 10 anos, mas, sendo um texto que reflete com verossimilhança as vivências tecnológicas inerentes à maioria dos contemporâneos, o avanço da tecnologia, ponto central da história, fez com que a trama fosse algumas vezes adaptada. E como ela também vem redefinindo como vivemos em comunidade, a peça observa e acompanha essa realidade, fazendo com que o público seja provocado a refletir sobre como estamos vivendo, nos comunicando e construindo nossas relações.

“A cada gaveta, eu percebia que o mundo tinha avançado alguns passos e o texto precisava acompanhar esse deslocamento. Ele nasceu em outro momento histórico, quando muitas das questões digitais que hoje parecem centrais ainda estavam em formação. Ao longo desse tempo, o texto não ficou parado. Ele foi atravessado pelas transformações do mundo e pelas minhas próprias. O tempo trouxe um diálogo vivo com aquilo que eu ia escrevendo e funcionou como um coautor silencioso, tensionando ideias, aprofundando personagens e deixando que as imagens amadurecessem, até encontrarem a forma que têm hoje”, analisa Pedro Uchoa.

No processo de atualização do texto a tecnologia deixou de ser apenas pano de fundo e passou a ser estrutura dramática. Com isso, os conflitos geracionais ficaram mais evidentes e certas tragédias, que antes pareciam exagero, se tornaram plausíveis. “As renovações tecnológicas alteraram profundamente o comportamento humano, em uma velocidade tão vertiginosa que se tornou urgente registrar em cena este nosso tempo. Diante dessa aceleração, o teatro tem que assumir quase uma função provocativa, criando uma experiência que nos permita reconhecer o impacto dessas transformações em nossas escolhas, afetos e conflitos. Uma experiência que não compete com a tecnologia, mas contracena com ela”, aponta Uchoa.

Para o diretor e autor, é impossível falar da vida sem tratar de assuntos que nos urgem como sociedade. “A tecnologia hoje não é uma ferramenta, é um território. Então, quando usamos dramaturgicamente este território para criarmos uma dramaturgia que dialoga com o hoje, com nosso novo letramento, após criação de palavras que nem existiam no nosso dicionário, isso é também uma responsabilidade ética. Existe o desafio de tratar de assuntos tão atuais sem cair em respostas fáceis. A peça nasce desse desejo de pensar o presente com complexidade poética, mas sem simplificar de forma leviana os conflitos que nos atravessam”, pondera Pedro.

SERVIÇO
“O EXTERMÍNIO DA CEGONHA”

Centro Cultural Banco do Brasil Teatro III

Temporada:

1º a 26 de abril de 2026

Quarta-feira a Sábado às 19h e Domingos às 18h

Inteira: R$ 30 | Meia-entrada: R$ 15, disponíveis na bilheteria física ou no site do CCBB (bb.com.br/cultura)

Estudantes, maiores de 65 anos e cartões Banco do Brasil pagam meia-entrada Classificação Indicativa: 14 anos

Duração: 80 minutos

Instagram: @exterminiocegonha

Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66 – Centro – Rio de Janeiro – RJ
Tel. (21) 3808-2020 | ccbbrio@bb.com.br

Informações sobre programação, acessibilidade, estacionamento e outros serviços: bb.com.br/cultura

Confira a programação completa também nas redes sociais:

x.com/ccbb_rj | facebook.com/ccbb.rj | instagram.com/ccbbrj | tiktok.com/ccbbcultura

Funcionamento: De quarta a segunda, das 9h às 20h (fecha às terças).

ATENÇÃO: Domingos, das 8h às 9h – horário de atendimento exclusivo para visitação de pessoas com deficiências intelectuais e/ou mentais e seus acompanhantes, conforme determinação legal (Lei Municipal nº 6.278/2017)

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Última atualização em: 31 de março de 2026 às 23:44

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