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Público periférico visita museus, no máximo, uma vez por ano

Segundo pesquisa inédita realizada pelo Museu das Favelas

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Segundo pesquisa inédita realizada pelo Museu das Favelas, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão, 38% dos paulistanos periféricos visitam museus, no máximo, uma vez por ano, enquanto 5% se consideram frequentadores assíduos.

A pesquisa “Hábitos Culturais: das periferias aos museus de São Paulo” foi apresentada no primeiro dia do 2º Seminário de Pesquisa: Favela é o Centro, que acontece até 16 de agosto no Museu das Favelas, em São Paulo. O levantamento foi realizado com mais de 500 pessoas moradoras de favelas e periferias da capital paulista, maiores de 18 anos, com o objetivo de identificar seus hábitos culturais. Os dados foram coletados virtualmente, de 21 a 27 de março de 2025, por meio da plataforma NOS – Novo Outdoor Social, que possui uma rede de 200 mil membros cadastrados em comunidades de todo o Brasil.

Entre os respondentes, em sua maioria mulheres, com idades entre 25 e 44 anos, 53% afirmam ter interesse ou muito interesse em visitar museus, e 47% incluem os museus como uma das opções de lugares para frequentar no tempo livre.

A entrada gratuita é o principal fator que facilita o acesso a museus, representando 77% das respostas. Em seguida, aparecem a localização e facilidade de transporte (69,5%), e a programação em horários acessíveis (64,9%) como fatores determinantes. No quesito localização, apenas 33% acreditam que facilitaria ter um museu perto de casa.

Entre as principais motivações para visitar um museu, estão aprender e obter novos conhecimentos (71,5%), passear e se divertir (67%), exposições com temas de interesse (66%), interação e experiência imersiva (57,3%) e atividades culturais e educativas (55,1%), como shows, oficinas e rodas de conversa.

Dentre os principais temas de interesse, destacam-se história e sociedade (69,5%), ciência e tecnologia (64,5%), saúde mental e bem-estar (62,5%), sustentabilidade e meio ambiente (55,9%), favelas e periferias (50,3%), cultura popular, hip hop e funk (43,9%), empreendedorismo e economia criativa (43,9%) e identidade étnico-racial (41%).

“A população, especialmente das periferias, tem grande interesse em arte e cultura, mas ainda esbarra em obstáculos como o custo da entrada. A democratização do acesso à cultura é fundamental para uma sociedade mais inclusiva e plural, pois estimula o pensamento crítico e promove a mobilidade social. O Museu das Favelas é a prova disso: estamos no coração de São Paulo, com entrada gratuita, sendo grande parte do nosso público composto por pessoas negras, que se sentem verdadeiramente representadas e valorizadas nesse espaço”, comenta Natália Cunha, diretora do Museu das Favelas.

Desde a reabertura do Museu das Favelas, no Páteo do Colégio, já passaram mais de 130 mil visitantes, sendo que cerca de 29% deste público nunca havia ido a um museu antes. Dentre os que visitaram, cerca de 76% retornaram. As principais motivações foram conhecer o Museu, entretenimento, seguido pela gratuidade e vontade de visitar as exposições.

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Última atualização em: 15 de agosto de 2025 às 17:37

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