Referência na dança negra contemporânea, há 20 anos a Cia Treme Terra investiga como os diferentes territórios brasileiros atravessam as culturas afro-brasileiras e a dança contemporânea. A companhia celebra essa trajetória com uma temporada especial em São Paulo, que abre a turnê nacional em comemoração às suas duas décadas de atuação. Entre os dias 16 e 19 de julho, o público poderá assistir, no Sesc 24 de Maio, aos espetáculos Florestas de Odé e Terreiro Urbano, obras que traduzem essa pesquisa artística em torno da ancestralidade, do território e de questões sociais contemporâneas.
Após a abertura em São Paulo, a turnê seguirá por Amazonas, Pará, Bahia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. Em cada cidade, o projeto realizará apresentações gratuitas de Florestas de Odé, oficinas de Dança Negra Contemporânea, exibições acessíveis do documentário Danças Negras e rodas de conversa com os diretores João Nascimento e Firmino Pitanga, aproximando criação artística, formação e reflexão sobre a presença das culturas afro-brasileiras na contemporaneidade.
Com apresentações no Brasil e em países como Alemanha, Bulgária e Bolívia, a Cia Treme Terra tornou-se uma das principais companhias de dança negra contemporânea brasileira. Seu trabalho reúne criação, formação e investigação artística, reconhecidos por premiações como o Prêmio Klauss Vianna, o Programa Municipal de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo e o Prêmio Denilto Gomes.
O projeto “Florestas de Odé – Circulação Nacional em celebração aos 20 anos da Cia Treme Terra” foi selecionado pela Chamada Instituto Cultural Vale 2025 e é realizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio do Instituto Cultural Vale.

Formação e intercâmbio
Além das apresentações, a circulação inclui oficinas gratuitas de Dança Negra Contemporânea e exibições acessíveis do documentário Danças Negras, seguidas de rodas de conversa com João Nascimento e Firmino Pitanga.
O documentário reúne depoimentos de importantes nomes das artes, da cultura popular e da produção intelectual brasileira, como Kabengele Munanga, Makota Valdina, Raquel Trindade, Lia Robatto, Helena Katz, Clyde Morgan, Edileusa Santos e Carlos Moore, ampliando o debate sobre a presença da arte negra na contemporaneidade.
Todas as atividades contarão com recursos de acessibilidade. As apresentações e rodas de conversa terão intérprete de Libras, enquanto o documentário será exibido com Libras, audiodescrição e legendas descritivas.
SERVIÇO
Temporada em São Paulo – Sesc 24 de Maio
Florestas de Odé
Datas: 16 e 17 de julho de 2026
Horário: 20h
Terreiro Urbano
Datas: 18 e 19 de julho de 2026
Horário: 15h
