Em um dos momentos mais marcantes de sua trajetória literária, o escritor Lucas Der Leyweer viu seu livro “Vivências de peles negras” ser citado pela estudante Lídia Fernanda na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024. A menção feita pela aluna, destacou a força de sua obra e reacendeu debates sobre representatividade, identidade e resistência.
Para Lucas, o reconhecimento vai muito além de um feito pessoal. “Ser lembrado é existir de novo”, afirmou o autor, emocionado. “Quando um estudante escolhe um livro para embasar uma argumentação, ele não está apenas citando um texto: está reconhecendo a importância das histórias de pessoas negras e LGBTQIA+ em espaços que antes não nos contemplavam.”
A citação do livro Vivências de peles negras pela estudante na redação do Enem 2024 deu novo impulso à carreira de Lucas Der Leyweer, reforçando a importância de obras que tratam de questões sociais contemporâneas.
Lucas nos contou que para ser um escritor independente no Brasil nunca foi tarefa fácil, principalmente, para quem é negro, de classe menos abastadas e LGBT. Mesmo com o reconhecimento crescente de sua obra, o caminho ainda é cheio de obstáculos que começam muito antes do livro chegar aos leitores, desde revisões intermináveis e investimentos do próprio bolso.

Para especialistas, menções no exame ampliam o alcance de autores e fortalecem debates relevantes. Lucas vê o reconhecimento como prova da força transformadora da literatura e da responsabilidade que carrega como escritor negro e LGBTQIA+. Em meio a um cenário literário desigual, o episódio simboliza representatividade, resistência e a abertura de caminhos para novas vozes.
Atualmente o autor está trabalhando em seu terceiro livro, um romance voltado à temática LGBTQIA+, Lucas acredita que o episódio reafirma sua responsabilidade enquanto autor. “Se minha escrita tocou alguém a ponto de ser levada para uma redação que define futuros, então estou no caminho certo.”
