O projeto “Afrofuturismo em Movimento”, que nasceu em uma disciplina eletiva da Escola Estadual Major Arcy, na Vila Mariana, ganhou novos ares este ano na Escola Estadual Maria José, localizada no Bairro da Bela Vista, em São Paulo. Combinando arte, tecnologia e ancestralidade negra, a iniciativa tem como objetivo explorar o afrofuturismo – movimento cultural que reconecta a diáspora africana a um futuro de inovação e empoderamento – por meio de atividades interdisciplinares.
Desde o início do ano, os participantes tiveram acesso a palestras com especialistas, oficinas criativas e até uma sessão de fotos temática. Agora, o grupo se prepara para o grande evento de encerramento: um desfile de moda afrofuturista, marcado para novembro, com peças idealizadas e produzidas pelos próprios alunos.
Afrofuturismo na Sala de Aula
O projeto busca não apenas discutir representatividade, mas também incentivar os estudantes a se imaginarem como protagonistas de um futuro tecnológico e culturalmente diverso. “O afrofuturismo permite que a gente ressignifique o passado e crie novas narrativas para o povo preto”, explica um dos organizadores.
Nas oficinas, os alunos trabalharam desde design de roupas até produção audiovisual, sempre com referências que misturam tradições africanas com elementos de ficção científica e futurismo. A sessão de fotos, por exemplo, usou adereços e figurinos que remetem a essa estética, valorizando a identidade negra em cenários inovadores.
Desfile Consolida Aprendizados
O ponto alto do projeto foi o desfile, que deve reunir a comunidade escolar e o público local. As peças, criadas coletivamente, prometem traduzir conceitos como tecnologia ancestral, resistência cultural e invenção de futuros possíveis.
A iniciativa, que começou como um experimento em uma escola, agora demonstra potencial para expandir ainda mais, levando debates sobre representatividade e inovação para outras instituições de ensino.


