Yago Oproprio apresentou ao público sua nova mixtape “À La Carte”. Após o lançamento de “MTG Papoulas” no início de 2026 como um presente para os fãs, a mixtape chega como peça-chave do que vem pela frente no ano do artista – ouça aqui.
Com sete faixas inéditas, o trabalho reúne Patrício Sid como responsável pela produção da maior parte da mixtape, enquanto a faixa de encerramento leva a assinatura de Iuri Rio Branco. Cada música funciona como um “prato” dentro de um mesmo cardápio, traduzindo sonoridades, narrativas e emoções distintas.
“Essa mixtape foi acontecendo mesmo. Eu tinha alguns recortes, algumas faixas soltas e outras antigas que nunca tinham sido lançadas e ficavam ali me revisitando. Tem música de 2018, de 2021… e elas foram se juntando naturalmente até formar esse projeto ‘à la carte’, que nasceu dessa troca. Eu entreguei as faixas e a equipe construiu junto o conceito e o visual. Foi uma sincronia muito boa, a ideia do nome veio deste lugar de cardápio, e fez muito sentido pra mim”, explicou o artista.
Nas participações, Yago traz nomes que dialogam diretamente com seu universo artístico: Crônicas de um Babaca, João Swe, Emmano, Jean Tassy e o recorrente parceiro Rô Rosa. “Não pensei muito nas participações, as coisas foram acontecendo. A música surge do acaso. Às vezes alguém me manda uma ideia, às vezes você entra no estúdio e a música simplesmente acontece”, complementa.

Equilibrando vulnerabilidade, vivência urbana e relações afetivas, o projeto revela diferentes narrativas. A identidade visual traz a estética de um restaurante, reforçando a proposta de “cardápio” e criando uma linha criativa que conecta suas diferentes atmosferas e sabores. No audiovisual, Yago assume um papel duplo: cliente e protagonista. Ao longo dos visualizers (um para cada faixa), o artista transita entre observador e personagem das histórias que acontecem.
Em “O Meu Melhor”, por exemplo, Yago apresenta um lado mais íntimo: “Existe uma linha invisível que dá o tom das coisas. Eu costumo nunca saber exatamente o que fazer e, ao mesmo tempo, ter certeza do que estou fazendo. Eu faço músicas a partir de dores e vivências que são minhas, mas também são de outras pessoas. E quando a música é lançada, ela deixa de ser minha e passa a ser de quem ouve. E ainda, me sinto muito à vontade pra escutar e falar sobre meu trabalho com quem me acompanha. É muito bonito ver como cada música ocupa um lugar diferente na vida das pessoas”, disse.
Já em “Hong Kong”, parceria com Rô Rosa, ele reforça a estética já conhecida pelos fãs da dupla, combinando a figura do malandro com camadas de romantismo. “O Mais Novo Malandro do Centro”, ao lado de Crônicas de um Babaca, o tom se torna mais introspectivo, com referências à vida boêmia e à vivência no centro de São Paulo. A faixa constrói um retrato de alguém em descontrole, que reconhece seus próprios erros.
“Essa mixtape vem num momento muito bom. Eu estou feliz com o que a gente construiu. Ela já aponta novos caminhos, é um encerramento, mas ao mesmo tempo anuncia o que vem pela frente”, finaliza Yago.
