A banda mineira Lamparina acaba de lançar as primeiras canções do álbum “Delírio Coletivo”. O projeto é uma celebração da loucura como expressão libertadora e crítica aos padrões sociais, levantando questionamentos sobre a luta antimanicomial e sobre a importância da promoção da saúde mental. Inspirado na trajetória da vocalista Marina, que se tornou voz ativa na luta antimanicomial e pela saúde mental, o projeto mescla psicodelia dos anos 70/80 com surrealismo, propondo uma reflexão: “Tudo que é normal demais, é chato”. O título encapsula a ideia de assumir a própria identidade, transcendendo estereótipos.
Musicalmente, o disco reverencia a MPB clássica, com influências de Mutantes, Secos & Molhados e da Tropicália, reinterpretadas em uma sonoridade bastante atual, evidenciando a identidade da banda. Visualmente, o álbum abraça colagem, expressionismo e surrealismo, incentivando o público a mergulhar nesse universo sem amarras, mas sempre com raízes na cultura brasileira. A capa é assinada pelo artista visual Diogo Kuriyama, e estabelece um diálogo conciso com a proposta do álbum.

Além do impacto artístico, “Delírio Coletivo” dialoga com debates urgentes, como saúde mental e diversidade, reforçando sua relevância cultural. A campanha de lançamento do álbum teve início com a divulgação do single “Apaga a Luz”, em parceria com Karol Conká. Agora chegou a vez do público conhecer mais seis faixas, totalizando 7 canções desta primeira fase, que inclui as faixas “Ciência”, “Beira de Rio Bahia”, “Good Morning”, “Segredo”, “Saliva” e “Um Minuto de Prazer”. A segunda parte do álbum está prevista para sair em agosto.
O projeto é viabilizado com recursos da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais e conta com o patrocínio da plataforma Natura Musical.
