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Arquelano lança “BIXABOMBA” com clipe gravado no MIS Ceará

Arquelano lança “BIXABOMBA” com clipe gravado no MIS Ceará

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Arquelano anuncia o lançamento de “BIXABOMBA” para o dia 22 de junho, às 21h, em todas as plataformas de streaming. A faixa é o segundo single do primeiro álbum de estúdio do artista, ainda sem data de lançamento revelada, e nasce a partir de uma provocação trazida pela escritora e artista Jota Mombaça sobre a figura da “bicha-bomba”.

“…A tristeza é o fundamento da bicha-bomba: o preço de destruir a merda toda que nos constrange é demorar tempo demais até notar que a explosão também te deixa destruída.” — Jota Mombaça.

Partindo dessa reflexão, Arquelano propõe uma virada de chave. Em “BIXABOMBA”, escrita com X, a explosão deixa de ser autodestruição e passa a ser expansão. A BIXABOMBA não implode: ela se fortalece, se cuida, permanece e transforma o mundo sem desaparecer no processo. A música atravessa questões sobre sobrevivência, dignidade e permanência de corpos LGBTQIAPN+ negros e periféricos. Até quando será necessário viver em estado de combate para existir com dignidade? O que estamos explodindo, o mundo ou a nós mesmos? Em vez de romantizar o colapso, o artista propõe o cuidado, a continuidade e a autoafirmação como estratégias radicais de existência.

“BIXABOMBA não é sobre se destruir, é sobre se sustentar. É sobre se cuidar como estratégia, se fortalecer como resposta e se tornar aquilo que tentaram impedir que você fosse. Mesmo quando o mundo tenta conter a sua potência, a gente insiste, expande e transforma pela permanência”, afirma Arquelano.

O lançamento ganha desdobramento em um videoclipe gravado no Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS). Dirigido por Arquelano e Bruno Reis (co-diretor do Salão de Baile), o filme reúne um núcleo expressivo de artistas e criadores cearenses, com participações de Lara Marchella e Fernando Diaz. A obra conta ainda com captação e montagem de Felipe Mota, styling de Wendy Candy, direção de arte de Laila Borges e beleza assinada por Helen de Sá.

Com esta obra, Arquelano reafirma a potência da arte LGBTQIAPN+ periférica cearense, construindo uma narrativa sobre permanência, reinvenção e futuro.

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Última atualização em: 22 de junho de 2026 às 14:49

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