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Bad Religion ministra aula de punk rock vigorosa e melódica, mas esbarra na apatia do público do The Town

Crítica: Bad Religion ministra aula de punk rock vigorosa e melódica, mas esbarra na apatia do público do The Town

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Neste domingo (7), o palco do The Town foi ocupado por verdadeiros doutores do punk rock. O Bad Religion não fez apenas um show; ele ministrou uma masterclass de como manter a relevância, a potência e a inteligência do gênero após mais de quatro décadas de estrada. A banda californiana, que assumiu o lugar dos Sex Pistols de última hora, apresentou uma performance técnica e vigorosa que, infelizmente, não foi completamente correspondida por um público que parecia aguardar apenas o ato seguinte.

A substituição foi mais do que adequada, foi uma atualização. Enquanto os Sex Pistols representam o mito fundador do punk, o Bad Religion é a sua evolução cerebral e melódica. O vocalista Greg Graffin, didático como um professor, logo na primeira falou ao público: “Há uma semana estávamos de férias, mas essas são férias diferentes”. E de férias, a banda não estava. Entrou no palco com uma energia contundente e precisa, entregando um som pesado, mas incrivelmente melódico – a marca registrada que os tornou lendas. A construção de suas músicas, com os característicos backing vocals, é tão bem feita que mesmo os desavisados que estavam na plateia apenas para esperar o Green Day foram facilmente conquistados e cativados pela cadência irresistível.

O setlist foi um trunfo absoluto. Sem um álbum de inéditas desde “Age of Unreason” (2019), a banda focou em seu extenso e rico catálogo de clássicos. Canções como “21st Century (Digital Boy)” e “American Jesus” funcionaram como hinos, movimentando a massa de camisas pretas e provando por que a banda tem uma história tão longa e amorosa com o Brasil. Cada riff do guitarrista Brian Baker era uma perfuração precisa, e a bateria de Jamie Miller manteve o motor da banda funcionando a todo vapor, implacável.

No entanto, o ponto baixo inegável da noite foi a reação tímida de parte do público. Em um caso similar ao do nigeriano Burnaboy no dia anterior, a plateia pareceu economizar energia, criando um contraste curioso com a potência empenhada no palco. Foi uma resposta aquém do que a excelente performance da banda merecia.

Em todo caso, a falha foi do público, não dos músicos. O Bad Religion deixou claro que, mesmo de férias surpresa, seu compromisso é com a música de qualidade. Eles não vieram apenas para ocupar um lugar; vieram para dar uma aula. E quem estava realmente ali para aprender, saiu do show um verdadeiro fã.

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Última atualização em: 8 de setembro de 2025 às 13:13

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