Em uma noite histórica para a cultura brasileira, os irmãos Caetano Veloso e Maria Bethânia conquistaram o Grammy de Melhor Álbum de Música Global na 68ª edição da premiação, realizada no Crypto.com Arena, em Los Angeles. O prêmio foi conferido ao álbum “Caetano e Bethânia Ao Vivo”, registro da turnê realizada entre 2024 e 2025.
Para Caetano Veloso, esta é sua sexta indicação e terceira vitória na categoria. O artista já havia vencido em 1998 com o álbum “Livro” e, em 2000, como produtor de “João Voz e Violão”, de João Gilberto. Para Maria Bethânia, a vitória carrega um sabor especial de estreia e reconhecimento internacional na maior premiação da música mundial, consolidando sua trajetória de mais de seis décadas.
Lançado pela Sony Music Brasil em maio de 2025, o álbum é uma releitura contemporânea do disco histórico “Maria Bethânia e Caetano Veloso – Ao Vivo”, de 1978. Idealizado por Bethânia, o projeto reúne um repertório que atravessa a carreira da família Veloso, mesclando clássicos próprios e interpretações de grandes nomes da música brasileira.
Entre as faixas, destacam-se sucessos como “Reconvexo”, “Cajuína”, “O Quereres” e “Alegria, Alegria”, além de uma versão inédita de “Fé”, de Iza. O álbum também inclui composições de Gilberto Gil, Raul Seixas, Erasmo Carlos e Roberto Carlos.
Um dos momentos mais emocionantes é a homenagem a Gal Costa, com releituras de “Baby” e “Vaca Profana” – canções compostas por Caetano e imortalizadas pela amiga e parceira artística.
Após a cerimônia, Caetano Veloso compartilhou a alegria com os fãs nas redes sociais: “O Grammy de Melhor Álbum de Música Global é nosso, é do Brasil!”, escreveu.
A turnê que originou o álbum percorreu capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre e Curitiba, levando ao palco não apenas uma coletânea de sucessos, mas um testemunho vivo da MPB e sua capacidade de renovação.
