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Comemoração de 30 anos de “Samba Esquema Noise”, do Mundo Livre S/A é lançada em álbum digital 

Samba Esquema Noise

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Somente em 1994, após 10 anos de estrada, é que foi gravado Samba Esquema Noise, primeiro álbum de estúdio do Mundo Livre S/A. A banda, que soma mais de 40 anos de atuação, realizou dois shows em agosto de 2024, no Sesc Ipiranga, como uma das comemorações dos 30 anos do disco que marcou uma geração com sua verve questionadora e foi um dos marcos do movimento manguebeat. O Selo Sesc lança então Sessões Selo Sesc #15: Mundo Livre S/A, em formato digital. O álbum chega às principais plataformas de música em 22/8.
 

O repertório, que inclui diversas canções do disco de 1994, é entremeado pelas histórias que formaram a trajetória do grupo, contadas por Fred Zero Quatro. Segundo o líder do grupo, o álbum, embora atrelado a um contexto histórico de 30 anos atrás, ainda continua atual e despertando interesse de novas gerações.

“É muito legal você ver que na verdade as correlações vão se repetindo. E não só mudando de roupagem, mudando de ambientação. É massa ver como décadas depois o formato estético, a concepção sonora, a sonoridade não perderam a relevância. É legal você tocar hoje em dia esse repertório e ver figuras que não eram nem nascidas quando o disco foi concebido, curtindo e aplaudindo”, reflete o artista.

Composto por 18 faixas, Sessões Selo Sesc 15#: Mundo Livre S/A traz canções que marcaram o imaginário da juventude alternativa dos anos 1990, como Meu Esquema, Musa da Ilha Grande, O Velho James Browse Já Dizia, Cidade Estuário e Mistério do Samba. Além disso, Homero O Junkie, lançado como single, figura pela primeira vez em um álbum ao vivo da banda.

Nascida em Recife, Mundo Livre S/A foi uma das fundadoras do manguebeat. Liderado por Fred Zero Quatro, vocalista da banda, ao lado de Chico Science, com Nação Zumbi, o movimento surgiu da união da efervescência da cultura popular nordestina e suas marcas regionais como o maracatu e o coco, a outros gêneros musicais como rock, punk, hip hop e música eletrônica. Criou-se, assim, um estilo autêntico, diferente de tudo que vinha sendo feito no cenário da música alternativa brasileira.
 

Mundo Livre S/A trouxe, ainda, o samba para esse universo, com a presença de instrumentos como o cavaquinho para compor as melodias, algo inovador até então para o gênero recém-criado. Unindo experimentalismo e olhar crítico somados a um tom irônico e debochado, o grupo trouxe o questionamento social de suas letras de maneira ao mesmo tempo leve, enérgica e bem-humorada. Além do samba, elementos do reggae, ska e hard-core compõem a identidade musical da banda.

Perdurando por mais de quatro décadas na estrada, a existência do Mundo Livre S/A foi também uma escolha de riscos. Zero Quatro, primeiro membro da sua família com um diploma universitário, conta sobre a decisão de largar uma carreira em andamento no jornalismo para se arriscar na música.

“Na época a gente não tinha gravadora, não tinha empresário, tinha nada. A gente tinha um sonho e uma parceria concreta com algo que a gente via que tinha um potencial muito grande, que era toda essa concepção do manguebeat. E eu já tinha uma ideia de escrever o manifesto e tudo. Mas foi um desafio muito crítico por conta de toda essa questão familiar. E você chegar hoje a mais de 40 anos de estrada mostra que foi talvez a decisão mais importante da minha vida”. completa o músico.

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Última atualização em: 22 de agosto de 2025 às 17:05

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