Simplesmente catártico! Em uma noite que uniu clássicos atemporais, crítica política e energia contagiante, o Green Day comandou um espetáculo de quase duas horas no The Town, neste domingo (7), e provou por que continua sendo uma das bandas mais relevantes do rock mundial. Com um setlist que mesclou hits consagrados e momentos de protesto, o trio transformou o palco em um manifesto sonoro e visual.
A apresentação começou de forma majestosa, com a sonorização de clássicos do Queen e dos Ramones, criando um clima de expectativa — que logo explodiu com a entrada da banda ao som de “American Idiot”. Já de início, Billie Joe Armstrong alterou a letra para criticar diretamente Donald Trump e o movimento MAGA, deixando clara a postura política que marcaria a noite.
A plateia, em êxtase, cantou em coro hits como “Holiday” — que também ganhou uma adaptação local, com menção a São Paulo — e “Know Your Enemy”, esta última acompanhada de rodas punk e até a subida de uma fã ao palco para um duelo vocal e um abraço coletivo.

O visual do show também chamou a atenção: uma estrutura inspirada na capa do álbum “American Idiot” dominava o palco, enquanto telões exibiam imagens de várias fases da banda, com cores e jogos de câmera interativos.
Além da potência musical, o Green Day reforçou seu discurso crítico. Billie não poupou palavras ao condenar o que chamou de “bastardos fascistas”, declarando: “Não queremos saber deles, não esta noite, não no Dia da Independência”. Um momento significativo foi a exibição de uma bandeira da Palestina pela plateia, reforçando o tom de resistência.
Canções como “Boulevard of Broken Dreams”, “Wake Me Up When September Ends” e “21 Guns” trouxeram à tona uma onda de nostalgia, sem, no entanto, perder a intensidade. Até faixas recentes, como “Bobby Sox” — considerada um hino bissexual —, mantiveram o público energizado.
O encerramento, com “Good Riddance (Time of Your Life)”, foi emocionante e simbólico. Mesmo distante do auge comercial dos anos 2000, o Green Day segue dono de um palco: rebelde, crítico e absolutamente cativante. Não foi apenas um show — foi um statement.
O frontman do Green Day interagiu bastante com a platéia e demonstrou uma notória animação em cima do palco. Após tantos anos, a banda toca antigos sucessos como se fosse a primeira vez. Um show de rock poderoso e irretocável
