O Lollapalooza Brasil começou sua 13ª edição com um belo dia de sol e ingressos esgotados para este primeiro dia. Pelo gramado, era possível perceber os fãs de todas as idades e ritmos variados – dos looks pop inspirados na diva Sabrina Carpenter ao total black de quem veio curtir o Defotnes, passando por toda irreverência dos Viagra Boys e o mar de leques que tomou conta do público acompanhando a coreografia de Doechii.
A apresentação de Sabrina Carpenter no Palco Budweiser foi um dos momentos mais vibrantes desta sexta-feira, reunindo uma multidão que lotou a frente do palco para acompanhar um show repleto de hits. Em sintonia com o público brasileiro, a artista se arriscou no português em diversas interações, elevando ainda mais a conexão com os fãs que, em um gesto de carinho, entregaram a ela uma bandeira do Brasil estampada com seu rosto, prontamente erguida pela cantora durante a apresentação.
Banda que tem renovado seu público dentro do nu-metal, o Deftones fez um show morno e não conseguiu empolgar nem quem foi para assisti-los.
“Around The Fur”, de 1997), agradou fãs antigos, enquanto o público mais novo foi contemplado com o som de “private music” (2025), agradou-se a todos. Tentativas de mosh ocorreram na hora de hits como “Rocket Skates” e “Rosemary”, mas nada além disso.

Doechii
Vestida de cigana, Doechii começou “a mil” e foi até o fim em ritmo acelerado. Dona de flows característicos, ela dançou sem parar, sensualizou, mostrou carisma e evocou Beyoncé em sample de “Break My Soul”. A cantora fez um grande aceno ao público brasileiro caindo no funk e compensou o cancelamento anterior de uma apresentação que faria em 2024 no país.
Os pontos altos da apresentação aconteceram na batida de leques ao som de faixas como “Alter Ego” e “Anxiety”. Em “Denial Is a River”, o público caprichou no coro e mostrou que estava pronto para fazer sua parte.
Stefanie e Negra Li
A abertura do Palco Budweiser ficou por conta de Stefanie, rapper que se apresentou pela primeira vez com uma banda completa no Lollapalooza. A segunda artista a se apresentar no espaço, Negra Li entregou ao público um show afetivo com a presença dos filhos, Sofia, de 16 anos, e Noah, de 8 anos. Consagrada na cena do rap nacional, a artista também recebeu no palco Gloria Groove, que se apresentou desmontada, para um dueto de “Retrovisor”. Blood Orange mostrou que a música fala mais alto ao passear pelos vocais, guitarra, violoncelo e piano, em um show que contou com canções queridinhas do seu público, como “Saint”, “Jesus Freak Lighter” e “Charcoal Baby”.
Os suecos do Viagra Boys mostraram toda acidez característica da banda, em um show marcado por interação com o público – o que incluiu o tecladista Elias Jungqvist entrando no meio público ao fim da apresentação. A banda apresentou cancões de seus quatro álbuns, como “Research Chemicals” e “Man Made Of Meat”. Em seguida, os veteranos do Interpol, em uma performance tecnicamente impecável, levaram ao Lollapalooza sua atmosfera melancólica. A apresentação passou por faixas como “All the Rage Back Home”, que abriu o set, além de clássicos como “Evil” e “Slow Hands”.
