Após anunciar recentemente seu segundo álbum de estúdio, everything, in time — com lançamento marcado para 21 de novembro pela Play It Again Sam, a britânica Ella Eyre lança a boa faixa “Space”.
Carregada de groove soul-R&B, essa nova e excelente faixa revela um lado de Ella que há muito tempo fervilhava sob a superfície. A música não mede palavras — e essa é exatamente a intenção. É intensa, direta e surpreendentemente crua, cortando o ruído com uma energia ousada que exige atenção.
“‘Space’ fala sobre chegar ao limite e traçar uma linha, com intenções bem-humoradas, mas extremamente sérias”, explica Ella. “Me diverti muito escrevendo essa música porque eu já estava tão exausta de uma situação indesejada que aquilo acabou se tornando engraçado. Eu queria criar o máximo de distância possível para conseguir me curar — e nem o espaço sideral parecia longe o suficiente. Às vezes, tudo o que você pode fazer é rir de algo difícil… ou escrever uma música implacável sobre isso.”
Uma década após seu álbum de estreia Feline, que alcançou o Top 4, e inúmeras colaborações explosivas, Ella finalmente revela uma obra que é tão autêntica, destemida e completa quanto ela mesma. everything, in time é uma coleção cuidadosamente selecionada de 15 faixas, em que a artista nascida em Londres mergulha em um som enraizado no soul profundo, no R&B ousado, no funk retrô e em verdades emocionais.
O anúncio do álbum chega na esteira de alguns lançamentos recentes já aclamados, como “high on the internet” (com participação de Jay Prince), uma crítica contundente ao esgotamento digital e às ilusões da internet; “domino szn”, um soul-pop sofisticado e cheio de confiança; e a elegante e madura “kintsugi”.
A trajetória até everything, in time foi tudo menos linear. Contratada aos 17 anos, o início da carreira de Eyre foi uma montanha-russa de sucessos nas paradas e colaborações de dance, muitas vezes deixando sua própria visão em segundo plano. Agora, aos 31, ela não só recuperou o controle da sua narrativa, como também redesenhou seu futuro.
Do hino ousado sobre término de relacionamento “space” à linda e metafórica “kintsugi”, Ella abraça a diversidade sonora e a honestidade emocional ao longo do álbum, unindo tudo com uma voz inconfundivelmente sua. Seja no soul que mistura gêneros de “loverman”, na atitude retrô de “hell yeah” ou na narrativa íntima da faixa-título “everything, in time”, esta é a Ella Eyre sem amarras. Inspirada por nomes como Lauryn Hill, Amy Winehouse, Outkast e corais gospel, o álbum oferece um retrato completo de uma artista que está se descobrindo plenamente.
