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Evandro Okàn  (Fióti) lança “Se Acolhe”, faixa inédita que traz a última gravação em vida de sua mãe, Dona Jacira

cantor, compositor e diretor artístico Evandro Okàn 

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O cantor, compositor e diretor artístico Evandro Okàn (anteriormente conhecido como Fióti) lança nesta quinta-feira (27) “Se Acolhe”, faixa inédita que traz a última gravação em vida de sua mãe, a escritora, artista plástica e ativista social Jacira Roque, conhecida como Dona Jacira. A música tem participação de Drik Barbosa e Jonathan Ferr e marca o início da parceria de Evandro com a Virgin Music, gravadora e distribuidora  da Universal Music Group.

“Se Acolhe” é o primeiro single do novo álbum do artista, previsto para 2026, e chega acompanhado de um videoclipe dirigido por Gabi Jacob, parceira de longa data de Evandro. Para os devotos da fé sobretudo das religiões de matriz africana a morte física não é o fim, é a passagem, transição de um ciclo que se encerra para o retorno ao mundo espiritual, no colo dos ancestrais. Dona Jacira foi uma liderança essencial na luta contra violência das e opressões sofridas por homens e mulheres negras, inspiração e sementes que deixaram como legado para além da sua família, adeptos das suas crenças, filosofias de vida e aprendizados, sendo considerada uma grande ancestral, por isto o filme é uma contemplação a grandiosidade das sementes que Dona Jacira plantou em vida e reúne pessoas fundamentais na sua passagem por este plano, e que ao seu modo seguem dando continuidade ao legado de Dona Jacira, como Erica Malunguinho, Renata Hilário e Katia Roque, reforçando a força coletiva e afetiva que permeia o projeto abordando o trauma do luto como um dos mais dolorosos da experiência humana, porém trazendo uma reflexão importante sobre o que vinha sendo o propósito do trabalho de Dona Jacira e também de seu filho Evandro, que é buscar compreender as dimensões que os traumas raciais geram em nossa saúde emocional e também física, buscando não só no campo da ciência, mas sobretudo nos saberes e práticas dos nossos ancestrais os ensinamentos necessários para proteger nossa saúde e Vida.

A canção é uma continuidade da identidade musical que Evandro Okàn vem consolidando. O artista, que sempre cantou sobre amor, amor próprio, bem-estar e ancestralidade, busca agora aprofundar temas como autoconhecimento, cuidado, saúde mental, espiritualidade e levar educação, reflexão e conscientização sobre aprendizados e construções de novas possibilidades de masculinidades para homens e sobretudo meninos negros – O artista tem o propósito de estimular a partir da sensibilidade da obra que as pessoas se apropriem da música como uma forma de contribuir com suas vidas e desafios pessoais, não só para entreter, mas também para reflexões sobre os desafios de suas trajetórias de vida e contribuir como um regulador emocional, buscando refletir sobre padrões culturais e sociais violentos que limitam nossa experiência de Vida através de pensamentos populares como “Homem não chora”, “Passa por cima”, “Isso aí já foi, deixa no passado”.

O luto é um dos maiores traumas da vida, ainda aprendendo com este processo, o artista dá sequência a luta de sua mãe que ao ter tido sua experiência de vida marcada por uma doença auto-imune provocadas por somatização emocional, perdeu a função renal aos 33 anos de idade, condição que fragilizou sua saúde até o fim de sua vida, sobrevivendo por mais de 28 anos fazendo hemodiálise, devido sua condição de renal crônica. Dona Jacira através da sua inteligência e conhecimento desafiou a ciência e vinha através das suas rodas de conversas, escalda-pés, livros lançados promovendo espaço de troca ancestral e cultura, sobre a importância do amor, coletividade, matriarcado, autocuidado e saúde para lidarmos com os traumas e adoecimento precoce do nosso corpo.

“Essa música quando escrevi queria que funcionasse como um convite as pessoas para se acolherem, provocando uma relação empática neste lugar dos traumas profundos por situações de violência e abuso, que demarcam nossa experiência e que ‘temos que dar conta’, ‘Passar por cima’, e refletir a quem tem sido dado o direito ao erro, que é uma condição da Vida humana? Quando se trata no conexto de ascensão econômica, as violências ainda são enormes com os corpos negros e poucos se fala sobre isto, ou se tem espaço para se proteger, gera uma solidão e adoecimento enorme, pois confiança, vínculos saudáveis é o que mais fortalece nossa saúde mental, mas o racismo estrutural ainda nos impede deste direito e assim infelizmente permanecerá por um tempo, de que forma podemos usar a arte para trazer essa reflexão, educar, conscientizar e contribuir para as pessoas terem um lugar para uma empatia emocional a partir de experiências que se vejam e se identifiquem para daí buscar “seu escudo” como dizia minha mãe? Por muitas vezes não chorei e tive que esconder, outras chorei em silêncio por vergonha, com tempo aprendi que o choro é um dos sentimentos mais potentes, humanos e honestos, não quero mais esconder minhas emoções, as condições não são iguais a todos e o nosso corpo e vida tem demonstrado sinais claro de adoecimento e precariedade de sobrevivência, as pessoas precisam entender que não estão a sós, que ignorar nossas emoções não é considerado um caminho saudável para realizarem seus sonhos e objetivos de Vida, quero que ao ouvirem a música as pessoas criem empatia e se sintam humanas e capazes de se conectar com sua melhor versão para encarar os desafio dos traumas cientes de sua potência e com os recursos certos e que não estão a sós neste momento, mas acolher sua história de vida, é essencial nessa trajetória”, comenta Evandro Okàn.

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Última atualização em: 29 de novembro de 2025 às 20:40

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