Depois de quase um ano sem lançamentos, Zeus retorna aos apps de música com o single “Filho de Ketu”, marcando sua estreia pela Midas Music e o início de um novo ciclo artístico. A faixa se apresenta como um manifesto sonoro e conceitual, onde o macumba beat de Zeus funde rap, pop e reggaeton a ritmos de matriz africana, criando uma ponte potente entre espiritualidade, cultura urbana e ancestralidade.
“‘Filho de Ketu’ fala sobre entender que Deus é o mesmo para todos. Zambi é um só, o que muda é a forma como cada cultura enxerga e se relaciona com essa força”, explica Zeus. A canção faz referências diretas às espiritualidades africana, indígena e afro-brasileira, transitando pela vivência periférica e pelo samba – gênero que, segundo o artista, “carrega naturalmente essa energia ancestral”.
A figura de Zé Pilintra, guia espiritual muito presente na Lapa, no Rio de Janeiro, surge como um dos principais símbolos da narrativa. “Ele representa a simplicidade, a boemia, o lado bom da vida e a resiliência diante das dificuldades. É um arquétipo que traduz muito do que eu queria comunicar com essa música”, conta o artista. Essa simbologia também aproxima a faixa da chamada malandragem carioca, funcionando como um elo entre saberes tradicionais e a linguagem da música urbana contemporânea.
Sonoramente, “Filho de Ketu” aposta no gênero macumba beat, fundindo rap, pop e reggaeton e que ganha identidade própria ao incorporar atabaques, agogôs e outras referências rítmicas de matriz afro. “Esses elementos trazem um toque de ijexá e muita brasilidade para a música”, resume Zeus.
