O cantor e compositor Fran dá os primeiros passos em direção ao seu novo álbum com o lançamento de “Reconstruir” e “Mancha de Dendê”, duas faixas que chegam juntas às plataformas no dia 18 de agosto e funcionam como retratos complementares de um mesmo percurso. Mais do que canções, são registros de um processo pessoal de transformação — e o anúncio veio acompanhado de um gesto carregado de simbolismo: Fran escolheu o dia 8 de agosto, aniversário de sua mãe, Preta Gil, para revelar as músicas ao mundo.
Gravada praticamente em take único, “Reconstruir” nasceu em um dos períodos mais delicados da vida de Fran. Em meio a uma rotina intensa e mudanças profundas, o artista enfrentou um quadro de depressão e encontrou na música uma forma de se escutar — e, aos poucos, se reerguer. A interpretação preserva a delicadeza de quem transforma dor em criação, com participação de Pedro Franco nos violões e Rodrigo Tavares nos sintetizadores.
A faixa ganhará um clipe no dia 19 de agosto, reunindo imagens capturadas por Fran durante uma viagem à Índia — experiência que futuramente inspirará um documentário sobre espiritualidade, luto e transformação.
“Mancha de Dendê”: o reencontro com o calor da vida
Se “Reconstruir” emerge do silêncio, “Mancha de Dendê” floresce quando esse silêncio começa a ganhar novos significados. A canção celebra o reencontro de Fran consigo mesmo, marcado por mudanças no estilo de vida — autocuidado, meditação, yoga e retomada da autoestima. Musicalmente, a faixa amplia horizontes ao aproximar referências da música brasileira do afrobeat contemporâneo, em parceria com o percussionista baiano Kainã do Jêje, que assina a coprodução.
“Reconstruir” e “Mancha de Dendê” representam os dois polos de “Onda”, álbum que guarda as marcas das transformações vividas por Fran nos últimos anos — entre perdas, renascimentos, espiritualidade e afeto. Como ele mesmo resume:
“Essas músicas fizeram parte do meu processo de cura. Eu percebi que estava doando essa visceralidade para a minha arte. Elas começaram a me alimentar em um lugar de autoestima, de reconstrução. Foram também elas que me ofereceram ferramentas para atravessar esse período.”
