Lionel Richie se apresentou no The Town neste sábado, 13, como principal atração do palco The One e deu uma aula de como se faz um show antológico de música pop. O público, composto por faixas etárias de duas ou mais gerações, entendeu aos poucos que estava presenciando um momento único. O cantor não se apresentava no Brasil desde 2016 e a espera foi compensada com uma performance que beirou a perfeição.
O cantor, produtor e compositor de 76 anos entregou tudo aquilo que os fãs esperavam e não se fez de rogado em cantar seus grandes sucessos de carreira. A cantoria e a dança passou por todas as influências sonoras de Richie, misturando pop, soul e R&B .
O cantor colocou o clássico “Hello” logo de cara, o que animou a platéia, mas demoraria alguns minutos para que as milhares de pessoas engrenarem diante do grandioso hitmaker.
O cantor estava se divertindo no palco. Brincou com a banda, correu, parava para jogar um charme e ouvir os aplausos que ficavam cada vez mais efusivos, mandava beijos.
Durante a sequência de “Easy” e “Brick House”, parte do público já se encarava buscando expressões de “o tiozinho está com tudo em cima”.
A banda com o groove em dia fez jus ao líder, incluindo o guitarrista brasileiro Grecco Buratto, que foi apresentado pelo artista ao final do show. E falando em final, foi nesse trecho que Lionel colocou à prova sua capacidade como headliner. “Endless Love”, música de 1981 gravada em dueto com Diana Ross, teve coro emocionante. “Eu tive o prazer de cantar essa com Diana e hoje vou cantar com vocês”, disse o artista.
Mesmo quem não conhecia o artista (tinha alguém que não?), ficou ganho com a capacidade de condução do espetáculo. Ele apresentou “Say You, Say Me”, “We Are The World” e fechou em grande estilo com “All Night Long”.
O público correu para ver Mariah Carey, mas se tivesse encerrado ali, teria sido em grande estilo.
