O cantor, compositor e guitarrista Lucas Grill apresenta ao público seu primeiro disco solo, “Grill O Rei do Deprê Chic”, disponível em todas as plataformas digitais. O álbum reúne experiências pessoais e artísticas que moldaram sua identidade musical.
O título surgiu de maneira espontânea e ele descreve como algo que passou a dar sentido a todo o projeto. “Foi como se as músicas já existissem para ser o Deprê Chic”, conta Lucas. A expressão sintetiza a dualidade que permeia o disco: melancolia e esperança, introspecção e extravagância, tristeza e sonho. O artista assume a persona de “rei do Deprê Chic”, personagem que transita entre herói e vilão, observador e protagonista, oscilando entre altos e baixos emocionais.
Construído como uma trilha sonora de um filme, o trabalho é diverso musicalmente. Sob a produção musical de Pedro Stelling, as faixas vão do rock a valsas e duetos, passeando por referências ao brega, canção popular brasileira, alternativo e o pop. A sonoridade reflete um processo meticuloso de experimentação do produtor junto ao artista, até que alcançassem a atmosfera desejada, um som onde as fronteiras entre os gêneros musicais se mesclam a fim de servir de tela para a poesia dos versos.
“A gente tá contando essa história, então o mais importante são as letras, nosso roteiro, que é sobre ‘buscar a intimidade, mas morrer de medo de se entregar’. A ideia do disco é que os arranjos e tudo mais fossem criados em volta dessa ideia central, do que está sendo falado construindo esse ambiente onde a história está acontecendo. Essa cena de uma noite neon, bares inferninhos e caminhadas noturnas”, disseca Lucas sobre o lírico.
A estética de “Grill O Rei do Deprê Chic” também dialoga com o imaginário da boemia, dos crooners românticos, termo usado para descrever principalmente cantores masculinos que se apresentavam usando um estilo suave possibilitado por microfones melhores que captavam sons mais silenciosos e uma gama mais ampla de frequências. O artista busca inspiração nessas referências, porém de uma maneira reimaginada e aplicada ao contemporâneo.
