Hoje, Michael Jackson completaria 67 anos de vida. Na filmagem do videoclipe de “They Don’t Care About Us” é possível ver as manchas em sua pele causada pela vitiligo, doença que causa manchas na pele.
Durante muito tempo o cantor foi acusado de não querer ser negro e por isso ter se submetido a procedimentos para clarear a pele. A imprensa nunca perdoou Michael por ele ser ele mesmo. Um homem preto que chegou ao topo com todos os créditos e sem discussão o artista pop mais completo da história.
Ele queria ser o Rei e conseguiu. Revolucionou a forma como se faziam videoclipes, com superproduções cinematográficas que exigiram de todos os artistas da época uma evolução ao divulgar música na TV.
“Sou um negro americano e tenho orgulho de ser um negro americano”, afirmava Michael. De fato o cantor norte-americano abriu as portas para artistas negros que se tornariam ícones nos anos 90 e 2000, como Usher, Beyoncé e Bruno Mars.
Nomes enormes, contemporâneos a Michael Jackson prestaram tributo diversas vezes lembrando de como o ‘Rei do Pop’ foi importante para a construção do que se enxerga como música pop. Prince, Madonna que o digam.
Foram 750 milhões de discos vendidos, com álbuns transitando harmoniosamente entre hard rock ao R&b, a soul music e o eletrônico.
Uma figura grandiosa, triste, controversa, talentosa, um ídolo, um marco, pioneiro em vários aspectos. Irremediavelmente vítima da maldade de uma família venenosa e de uma mídia igualmente tóxica.
Falaremos dele por décadas.
