Consagrado artista uruguaio traz mais uma dose de poesia em forma de canção
A poucas semanas do segundo aniversário do lançamento de seu último e aclamado álbum “Tinta y Tiempo”, o artista uruguaio Jorge Drexler apresenta “Derrumbe”, o último elo deste período compositivo. “Derrumbe”, é uma faixa resgatada, descarte do álbum; uma das primeiras a ser composta e produzida, que acabou sendo deixada de fora das dez músicas de “Tinta y Tiempo”.
“Comecei a escrever os primeiros esboços de ‘Derrumbe’ em janeiro de 2020, pouco antes da pandemia. Era uma das primeiras ideias que eu tinha para um novo álbum e ficou inacabada por mais de um ano, até que Diego Luna me ligou perguntando se eu teria uma música para uma série que ele havia escrito e estava dirigindo. A série se chamava ‘Todo va a salir bien’ e tratava de um casal com uma filha que via como o relacionamento deles estava desmoronando completamente… e me lembrei daqueles esboços que havia guardado. Com a série em mente, sentei para terminar a letra e a música e, quando estava pronta, chamei Rafa Arcaute e Fede Vindver para ver se eles queriam produzi-la. Fizemos isso remotamente, como tantas outras coisas naquela época estranha: mandei as faixas de guitarra e voz e eles acrescentaram o resto. Rafa e Fede são duas estrelas da produção contemporânea e o que eles mandaram de volta nos deixou maravilhados, realmente. Com Campi, demos os últimos retoques e ela se tornou parte do projeto do álbum“, conta Drexler.
Produzida por Rafa Arcaute e Federico Vindver, junto com o próprio Drexler, “Derrumbe” chega na forma de uma pequena grande canção. Pequena em suas formas, com pouco mais de dois minutos de duração, com foco na guitarra e na voz; mas tão grande quanto tudo o que sai de sua imaginação. Leva a marca do universo Drexler mais clássico. Aqui, ele enumera e descreve o desmoronamento de um relacionamento, passando pelos elementos mais cotidianos. “A música conta uma história triste. Um amor que desmorona diante dos olhos impotentes de seus protagonistas. Não senti que combinava com o brilho do álbum, mas isso não impede que eu goste muito dela e que esteja muito orgulhoso da maneira como as imagens descrevem uma situação que tantos casais enfrentam em algum momento. A vida também é feita dessas dores. Não consigo deixar de pensar que, de alguma forma, também fala de um mundo que vemos desmoronar diante de nossos olhos, afundado em conflitos que parecem não ter solução. Espero que vejamos dias melhores em breve.”
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