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 Kayblack expõe seu lado mais visceral em “A Cara do Enquadro”

Álbum conta com as participações de KLJay, Mc Hariel, LPT Zlatan e Kyan
Se, no Brasil, o enquadrado tem rosto, cor e jeito, Kayblack quer mostrar a sagacidade de quem caminha no fio da navalha diariamente.

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Se, no Brasil, o enquadrado tem rosto, cor e jeito, Kayblack quer mostrar a sagacidade de quem caminha no fio da navalha diariamente. Em seu álbum-manifesto “A Cara do Enquadro”, via Warner Music Brasil e GR6, o artista mergulha profundo em suas origens para dialogar com um país. O resultado é um projeto catártico, com 10 faixas que misturam dores e glórias, fé e revolta, em uma estética musical poderosa, plural e, sobretudo, negra. Ao seu lado, ainda colaboram nomes como KLJay, MC Hariel, LPT Zlatan e Kyan.
 

No texto de introdução, Kayblack já adverte: “somos mais que estatística, mais que estereótipo, somos multidão”. Para, em seguida, se unir ao KLJay, integrante do grupo Racionais MC’s, e provar que a solução (que também atrai problemas) de diferentes gerações negras continua sendo o “Maldito Papel”. Como ele versa no estilo boompab: “Levanta cedo e vai atrás / Procure sempre ser voraz / Disposição pra querer mais / Mais, mais dinheiro”.


 

A faixa-foco do projeto, o trap “Concreto e Aço”, resume bem a era atual do artista: reforça a sua conduta e fé inabaláveis, apesar do cotidiano ser um campo minado — onde não se pode escorregar. Relatos emocionantes de gratidão, superação e fé também são vistos no funk paulista “Eis Me Aqui” e em “Eu Sei Bem”. Conquistas são celebradas, como em “Pretona” (feat. Kyan) e no drill “Nego da Paz” (feat. LPT Zlatan). E ele ainda se imagina no lugar de quem já foi preso em “Visita”.

O culto ao corre, sem perder o foco, está em “Sagacidade” (feat. MC Hariel) e em “Cartas na Mesa”. Esta, a última faixa do disco, é uma música eletrônica, que parece coroar toda a versatilidade desse artista que não pode ser enquadrado – literal e metaforicamente. A canção pulsante amarra a ideia de multidão presente na intro: é o ritmo das vidas negras que estão soando, sobrevivendo e resistindo. É como se, ao final do disco, Kayblack não estivesse mais sozinho.

Essa é a nova era do artista, em que vive um personagem real: ele mesmo. Uma estética que vaza da música para o corpo, do corpo para todo o conceito visual. Ele transforma o espaço do enquadro em lugar de fala; a contenção vira contação; e o quadrado, onde foi forçado a caber, vira palco, em que se movimenta com liberdade, pois hoje consegue construir sua própria história. Não é só um disco — é uma travessia, cheia de riqueza para os fãs atravessarem junto dele.

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Última atualização em: 15 de agosto de 2025 às 10:12

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