Em um dia inteiro dedicado ao rap, trap, hip hop e funk, Travis Scott fez sua estreia no The Town com um espetáculo TENEBROSO, Travis Scott fecha o primeiro dia de The Town como o pior show até aqui. Muito playback, gritaria, se apoiando no público adolescente pouquíssimo exigente.
O rapper norte-americano entregou tudo o que os fãs de trap gostam,ou seja: muito autotune, pouca entrega e uma preguiça danada de fazer um bom show ao vivo.Os efeitos efeitos visuais, variações de iluminação, pirotecnia e projeções que transformaram o Skyline em fogueira, com fãs histéricos celebrando o mínimo acabou gerando um paradoxo.
Adolescentes brancos fizeram do show uma versão gigante do TikTok, com muitas “rodas punk” inofensivas e emoção injustificada diante do entregue pelo artista.

Se fosse para comparar, podemos dizer que outro expoente do trap,o brasileiro Matuê, deu uma aula de como se apresentar dentro do gênero. O cantor fez uma apresentação digna de palco principal, e fez Interlagos esquecer que a noite paulistana estava tão fria.
Show muito melhor foi a de Don Toliver, que entregou um show intenso, repleto de sucessos. Sua presença de palco, unida a suas músicas potentes e fãs antenados, deram ainda mais força à performance. Bastou apenas uma música para a plateia rapidamente se conquistada pela energia contagiante do show.
Burna Boy fez da Cidade da Música um palco de celebração ao Afrobeats em uma performance poderosa, que infelizmente não teve o reconhecimento do público morno. Exceto alguns fãs masi aguerridos, o artista não conseguiu animar o público mesmo cantando ao vivo e com banda e balé claramente animados. Uma pena que a presença magnética e energia contagiante do artista nigeriano não conquistaram um público ávido elo trap genérico que viria a seguir.

Abrindo as apresentações do palco Skyline neste sábado, Filipe Ret entregou um show intenso e cheio de sucessos de seus dois últimos álbuns “Nume” e “Nume Epílogo”, trazendo toda sua força da cena do rap nacional. O carioca também teve o trapper Alee como convidado e fez um set que explorou a mistura de estilos que marcam sua identidade artística.
No The One,Ms. Lauryn Hill fez um dos shows mais bacanas do dia, mas que passou longe do que poderia ser. Ao lado de seus filhos, YG Marley e Zion Marley, netos da lenda Bob Marley, a cantora entregou vocais incríveis, ainda que tenha passado boa parte da apresentação reclamando de calor e de retorno. A presentação parecia mais uma forma da diva promover seus filhos, assim deixando canções emblemáticas de fora do show.Seria perfeito se a lenda e voz icônica do R&B e do rap tocasse seu álbum “The Miseducation of Lauryn Hill”, lançado em 1998, na íntegra.
