O samba nasceu da roda, do verso improvisado e da composição coletiva — uma forma de expressão criada na oralidade, na escuta do outro e na percepção do corpo. Estrutura semelhante à do rap e da cultura hip hop, também forjados em espaços de encontro, resistência e criatividade. Ambos os gêneros, em diferentes tempos, traduziram a vida negra em música, com rima, verdade e afeto.
Em um momento em que o pagode reafirma sua força como um dos pilares da música brasileira — e lidera como o gênero mais escutado no país no primeiro semestre de 2025 — a Pineapple Storm propõe um reencontro poderoso entre essas linguagens com o lançamento de “Poesia de Boteco”, single inédito.
A faixa reúne Lourena, Lukinhas, Xamã, BIN e J. Eskine, nomes de destaque da cena urbana, em um formato coletivo que já é marca da Pineapple — responsável pelo projeto Poesia Acústica, que soma mais de 10 bilhões de reproduções ao longo de suas 17 edições. Agora, a base instrumental do pagode dá o tom para versos que falam de amor, cotidiano e encontros com a mesma naturalidade com que o samba sempre dialogou com a rua.
