Em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (7), o Pearl Jam anunciou a saída de Matt Cameron, seu baterista desde 1998 e uma das figuras mais respeitadas do rock alternativo. Aos 62 anos, o músico – que já era lendário por seu trabalho no Soundgarden antes de se juntar ao grupo – encerra um capítulo fundamental na história da banda.
Em postagens nas redes sociais, Cameron escreveu: “Após 27 anos extraordinários, toquei minha última batucada com esta banda incrível. Minha eterna gratidão a Jeff Ament, Eddie Vedder, Mike McCready e Stone Gossard por me receberem de braços abertos em 1998 e transformarem minha vida numa jornada repleta de criatividade, amizade e momentos inesquecíveis. Agradeço à incansável equipe de produção, aos técnicos geniais e, claro, aos fãs mais apaixonados do mundo. Esta foi a aventura de uma vida. Novos caminhos me aguardam, mas levo cada segundo com vocês no coração.”
A banda respondeu com uma justa reverência ao colega, lembrando sua trajetória única: “Matt já era um ídolo nosso muito antes de se juntar oficialmente ao Pearl Jam – desde seus dias revolucionários no Soundgarden (banda pioneira do grunge ao lado do Nirvana e Alice in Chains) e sua passagem pelo Skin Yard. Ele não apenas participou das primeiras demos do nosso projeto em 1990, como se tornou a espinha dorsal rítmica de nossa sonoridade nas três últimas décadas.”
O texto continuou: “Seus fills precisos em ‘Do the Evolution’, a cadência hipnótica em ‘Given to Fly’ e a energia brutais nos palcos fizeram dele muito mais que um baterista – era um arquiteto da nossa identidade musical. Esta despedida encerra um período definitivo para nós, mas Matt seguirá sendo família. Desejamos a ele novos voos criativos. Obrigado por tudo, camarada. Te amamos.”
O legado de um ícone
A saída de Cameron marca não só uma mudança no Pearl Jam, mas um momento simbólico para o rock: Antes do Pearl Jam, ele foi essencial no Soundgarden (1986–1997), gravando clássicos como “Black Hole Sun” e “Spoonman” – este último rendeu-lhe um Grammy de Melhor Performance de Metal em 1995.
Entre 2010 e 2017, conciliou as duas bandas até o trágico fim do Soundgarden, com a morte de Chris Cornell.
Em 1991, Cameron quase entrou no Pearl Jam na formação original, mas preferiu focar no Soundgarden. O destino o trouxe de volta sete anos depois – e agora, 27 anos depois, a despedida soa como o fechamento de um círculo
