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Mesmo sem precisar provar nada, Iggy Pop não liga em demonstrar mais uma vez que o punk nunca morre

Com uma energia que desmente seus 76 anos e enterra de vez qualquer clichê sobre o fim do rock, Iggy Pop

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Com uma energia que desmente seus 76 anos e enterra de vez qualquer clichê sobre o fim do rock, Iggy Pop subiu ao palco do The Town no domingo (7) e deu uma verdadeira aula de história viva do punk. Mais do que um show, foi uma exibição visceral de longevidade.

Desde os primeiros acordes, com “T.V. Eye” e “Search and Destroy” — clássicos de sua época no The Stooges, no final dos anos 1960 —, Iggy deixou claro que não veio para cumprir protocolo. Tirou o colete em segundos, rebolou, chutou o ar e comandou o palco com a intensidade de quem ainda tem tudo a provar, mesmo sendo considerado por Billie Joe Armstrong, do Green Day, como “o artista mais confrontacional da história”.

A voz grave, por vezes áspera, mostrou-se surpreendentemente preservada — especialmente em momentos mais contidos, como em “The Passenger”, quando a plateia respondeu em coro emocionado aos “la-la-las”. Dinho Ouro Preto, que gravou a versão brasileira “O Passageiro”, foi exibido no telão, em uma justa homenagem.

Com uma energia que desmente seus 76 anos e enterra de vez qualquer clichê sobre o fim do rock, Iggy Pop

Mas Iggy não é só nostalgia. É presença pura. Deitou no chão em “I Wanna Be Your Dog”, gesticulou de modo provocante com o microfante e jogou um banco durante “Frenzy”. Tudo com a naturalidade de quem inventou essas transgressões décadas atrás — muito antes de boa parte do público do festival ter nascido.

Seu backing band — que inclui Nick Zinner, guitarrista do Yeah Yeah Yeahs — recebeu espaço para brilhar, com solos instrumentais que enriqueceram a performance sem roubar a cena. A escolha do repertório privilegiou camadas diferentes de sua carreira, incluindo parcerias com David Bowie, como “Funtime” — um lembrete de uma das duplas mais criativas (e turbulentas) do rock.

Iggy Pop não precisava provar nada. Mas mostrou tudo: suor, visceralidade, humor e uma recusa obstinada em agradar a plateia — o que, paradoxalmente, é exatamente o que a conquista. Ele é a personificação de um rock que não morreu porque se recusa a ser polido, previsível ou politicamente correto.

Enquanto ele estiver no palco, de microfone na mão e loucura no olhar, o rock seguirá muito, muito vivo.

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Última atualização em: 9 de setembro de 2025 às 11:32

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