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Moyses dos Santos divulga álbum de estreia com participações de Arthur Verocai, Theo Croker e Lynda Dawn

Baixista brasileiro radicado em Londres mistura maracatu, baião, jazz, soul e funk em ‘Maria’, disco inspirado pelas raízes nordestinas
Moyses dos Santos divulga álbum de estreia com participações de Arthur Verocai, Theo Croker e Lynda Dawn

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Depois de anos atuando ao lado de nomes como Nile Rodgers, Janelle Monáe, Gregory Porter, Omar e Emeli Sandé, o baixista e compositor brasileiro Moyses dos Santos inicia uma nova fase da carreira com o lançamento de Maria, seu primeiro álbum solo.

Radicado em Londres desde o início dos anos 2000, Moyses constrói no disco uma ponte entre as referências musicais do Nordeste brasileiro e a energia cosmopolita da capital inglesa. O resultado é uma sonoridade que mistura maracatu, baião, samba e frevo com jazz, funk, soul e disco.

Em Maria, Moyses revisita referências que atravessaram sua formação musical desde a infância – das músicas ouvidas em casa à banda da igreja onde começou a tocar, passando pelos ritmos brasileiros que marcaram sua juventude.

Nomeado em homenagem à mãe do músico, o álbum representa um reencontro artístico com as origens brasileiras. O processo de criação de Maria ganhou força em 2022, durante a turnê com o grupo Azymuth e o lendário baterista Ivan “Mamão” Conti, experiência que incentivou o músico a revisitar referências culturais e musicais que atravessam o disco.

“Depois de tantos anos vivendo fora, percebi que estava deixando uma parte da minha musicalidade brasileira para trás. O Mamão me incentivou a me reconectar com essas raízes, e isso me fez revisitar lembranças da minha mãe cantando em casa, da igreja e dos ritmos brasileiros que fizeram parte da minha formação. Maria nasceu desse reencontro com a minha origem e com um lado meu que nunca deixou o Brasil”, afirma Moyses.

Ao longo da tracklist, ‘Maria’ alterna momentos de intensidade rítmica e contemplação. O primeiro single e faixa de abertura, “Boa Viagem”, apresenta um jazz dançante de atmosfera carnavalesca, pensado tanto para as pistas quanto para as ruas. A faixa-título, “Maria”, aprofunda o caráter afetivo do disco, enquanto “Encontrei Amor” e “Beira Mar” exploram texturas mais melódicas e solares.

Em “Late Night”, Moyses mergulha em uma atmosfera mais noturna e grooveada, aproximando o álbum da linguagem contemporânea do soul e do jazz fusion. Já “Brazilian Spirit” conduz o ouvinte por uma experiência astral-jazz marcada pelo trompete de Theo Croker. Em “Saudade”, os arranjos de cordas de Arthur Verocai encontram os vocais de Lynda Dawn em uma das passagens mais emotivas do disco, antes de “Baiamba” encerrar o álbum em clima percussivo e expansivo.

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Última atualização em: 16 de junho de 2026 às 11:16

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