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Nem tão perigosos como antigamente, mas ainda capazes de incendiar, AC/DC desafia energia da plateia com show em SP

Nem tão perigosos como antigamente, mas ainda capazes de incendiar, AC/DC desafia energia da plateia com show em SP

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Chegando ao metrô São Paulo-Morumbi da Linha Amarela, uma multidão de camisetas pretas ia apressada em direção ao MorumBIS (que nome pavoroso) para a apresentação de uma das maiores bandas de rock da história. Os ambulantes, como de praxe em São Paulo, já vendiam todo tipo de objeto relacionado à banda e a turnê Power UP. O que fez mais sucesso, sem dúvida, foram os chifrinhos de diabo que piscavam a luz vermelha. Isso ficou claro de ser notado ao entrar no estádio e constatar o adereço iluminando a noite paulistana na cabeça de fãs de rock de diversas gerações. A noite prometia.

Os únicos remanescentes da formação original da banda formada em 1973 já são mais do que veteranos de estrada. O icônico guitarrista Angus Young, agora com 70 anos, e o vocalista Brian Johnson, com 78, subiram ao palco pontualmente às 21h, acompanhados de Stevie Young, que assumiu a guitarra de Malcolm Young (1953-2017) quando o tio se aposentou da banda em 2014, o baixista Chris Chaney e o baterista Matt Laug, ambos assumindo os lugares dos aposentados Cliff Williams e Phil Rudd.

Young de paletó verde e boina boné verde e amarela e bermudinha foi alvo dos gritos mais efusivos da noite vindos da imensa plateia.

Assim como o som da banda, a apresentação começou direto ao ponto. “If you want blood (you got it)” abriu os trabalhos seguida da clássica (e também saturada) “Back in Black”. A alegria da banda parecia genuína e no meio do público gritos de “fofinhos” e “lindos” se fazia ouvir em meio aos aplausos entre as faixas.

A voz de Johnson está longe do auge, o que é compreensível. Seu esforço em manter as notas era visível e nem sempre conseguia manter o pique vocal, mas nada que atrapalhasse a experiência dos presentes. O público estava disposto a compensar as falhas com o canto coletivo. E deu certo.

Com a noite de temperatura amena, mas show esquentando, Angus foi se despindo e deixando o público mais animado. Em “Thunderstruck” , com efeitos de relâmpago no telão, nem o fã mais casual ficou impassível. O riff poderosíssimo fez o estádio explodir e foi a primeira vez que se sentiu o chão tremer.

A cada faixa, uma breve pausa e quase nenhuma interação. A banda não emenda músicas e fala pouco aos ouvintes. A comunicação é quase que exclusivamente pela música.

O sino colocado na parte de cima do palco desceu com o logo da banda e “Hell’s bells” soou no estádio como um dos pontos altos da noite. Johnson sorria e ameaçava danças desengonçadas. A tentativa mostra que os dias de inspirar perigo ficaram para trás, mas felizmente a história já foi feita e eles não precisam provar mais nada.

Angus mostrou durante o show inteiro que os 70 anos não pesam tanto em suas pernas. Os pulinhos e danças continuam ali, provavelmente a coreografia mais conhecida feita por um guitarrista na história.

“Highway to hell” também ganhou efeitos no telão, dando mais peso ao significado da canção.

Ao contrário de shows de bandas como Limp Bizkit e System of a Down, com um perfil de público mais jovem e afeito a bate-cabeças, a noite no MorumBIS ameaçou esfriar devido à baixa bateria do público de meia-idade pra frente, mas é aí que entra o poder de uma banda tão duradoura. Hits e mais hits guardados para momentos chave.

“Jailbreak” e “Dirty deeds done dirt cheap” deu aquele fôlego extra para que o trecho final da noite não caísse na mornidão. Angus, mais uma vez mostrou que não é apenas dono de riffs diretos e emblemáticos e destila técnica num solo hipnótico de mais de dez minutos enquanto passeava pela sacada do palco.

“T.N.T.” emprestou a emulação de perigo que a banda usa hámais de 40 anos, quando canhões disparam no palco, e “For those about to rock (we salute you)” encaminhou o encerramento em tom alto.

O setlist
  • ‘If You Want Blood (You’ve Got It)’
  • ‘Back in Black’
  • ‘Demon Fire’
  • ‘Shot Down in Flames’
  • ‘Thunderstruck’
  • ‘Have a Drink on Me’
  • ‘Hells Bells’
  • ‘Shot in the Dark’
  • ‘Stiff Upper Lip’
  • ‘Highway to Hell’
  • ‘Shoot to Thrill’
  • ‘Sin City’
  • ‘Jailbreak’
  • ‘Dirty Deeds Done Dirt Cheap’
  • ‘High Voltage’
  • ‘Riff Raff’
  • ‘You Shook Me All Night Long’
  • ‘Whole Lotta Rosie’
  • ‘Let There Be Rock’
Bis:
  • ‘T.N.T.’
  • ‘For Those About to Rock (We Salute You)’

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Última atualização em: 27 de fevereiro de 2026 às 16:25

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