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O cantor e compositor baiano DOREA lança o seu segundo álbum, “O Que Mais Você Quer Saber De Mim?”, pelo selo Ajabu!

O cantor e compositor baiano DOREA lança o seu segundo álbum, “O Que Mais Você Quer De Mim?”, pelo selo Ajabu!

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O cantor e compositor baiano Dorea chega às plataformas de música nesta sexta-feira com um presente e um desafio: “O Que Mais Você Quer Saber de Mim?”. Muito mais do que um título, a pergunta que nomeia o novo álbum é uma verdadeira declaração de intenções. O trabalho marca a estreia do artista com um disco composto integralmente por si mesmo, com 11 faixas autorais que transitam entre a vulnerabilidade e a força de quem, aos 40 anos, decide, pela primeira vez, escancarar as próprias portas.

A faixa-título, que dá nome ao projeto, nasceu de uma conversa sincera com uma amiga. “Surgiu de uma vontade dela de me decifrar e do meu desejo de também olhar mais para dentro”, revela Dorea. Essa introspecção guia todo o álbum. Em versos como “Eu não me entendo, e nem pretendo” e “Eu me vou a sorrir, cantando aos quatro ventos todo o meu desalento”, o artista equilibra melancolia e leveza, celebrando um amor com a singeleza de “Quer dizer que a gente pode ser mais que dois desencontrados”, e refletindo sobre sua própria existência artística: “Canto pra subir montanha ou pra desbravar o mar, mas, eu sei, não é pra mim o ar que resta a respirar”.

Num cenário musical onde o saudosismo muitas vezes prevalece, “O Que Mais Você Quer Saber de Mim?” se apresenta como um ato de coragem e afirmação. “Considero um ato político lançar um álbum independente com canções inéditas todas compostas por uma só pessoa: eu mesmo. É arriscar ser totalmente ignorado pela frágil irrelevância de ser apenas mais um entre bilhões, ou assumir o risco de se revelar para que muitos possam se identificar em um só semelhante”, reflete o cantor.

Musicalmente, o álbum aposta em arranjos minimalistas e quase 100% acústicos, criando uma atmosfera intimista que convida o ouvinte a se aproximar. Para isso, Dorea reuniu um time de peso. A produção musical é assinada por Sebastian Notini (bateria, percussão, teclados e sax), que também dividiu com o cantor e a baixista Carla Suzart a criação da maioria dos arranjos. A sensibilidade das linhas de baixo ficou a cargo de Carla, enquanto os sopros ganharam os traços únicos de Joana Queiroz, do experimental grupo Quartabê. O disco ainda conta com a participão especial de Junix, guitarrista do BaianaSystem, que adiciona texturas ruidosas e melódicas em uma das faixas. Reforçando o clima de cumplicidade, a faixa “Sem Ancorar” traz um dueto com a amiga e parceira Luiza Britto, com quem Dorea divide o palco no coletivo Outras Vozes.

“O Que Mais Você Quer Saber de Mim?” é, acima de tudo, um convite. Um convite para que o público se conecte com histórias genuínas e, quem sabe, se identifique com elas. É a manifestação da vontade de Dorea de mostrar suas criações e, ao mesmo tempo, um incentivo para que outros artistas façam o mesmo: que lancem ao mundo suas próprias composições, com todas as verdades que elas carregam.

FAIXA A FAIXA por DOREA

O QUE MAIS VOCÊ QUER SABER DE MIM?

Sem meias-palavras, o disco começa da maneira mais íntima possível, com agridoces confissões embaladas somente por um violão e linhas discretas de sopros. Mesmo a estranha melodia é quase mais falada do que cantada.

MARIA MILHÕES

Logo as portas são abertas para um rock, com riff marcante de guitarra e bateria reta. A letra é tão política quanto misteriosa, sem oferecer respostas, mas questionamentos.

MAIS QUE DOIS

Ao contrário do que acontece no primeiro disco, aqui se permite ser romântico e falar de um amor livre, descoberto de maneira espontânea e inesperada. Joana Queiroz brilha intensamente nas melodias dos sopros.

ESSA PRESSA

Mais um rock, um blues rock em compasso esquisito adornado pelas frases inusitadas da guitarra de Junix. O romantismo segue por aqui, mas sem lirismo nesta declaração de certa forma sensual.

ATÉ QUE SEQUE

Rocks em sequência garantem a energia da primeira metade do álbum. Outra vez em compasso irregular e cheia de ruídos de guitarra, esta canção tem até um quê de autoajuda na letra, raridade nesta obra. A voz gritada denuncia o desespero.

QUATRO VENTOS

Uma música curta, uma vinheta, que constata a aspereza do amor sem deixar de respirar sua beleza. Mais uma vez brincam juntos apenas o violão e os sopros.

SEM ANCORAR

Único dueto do disco, Sem Ancorar jamais estaria aqui se não fosse a voz de Luíza Britto, que confere um clima atmosférico a mais uma canção de amor. A melodia de vozes da parte final da música oferece, sem dúvidas, o clímax do álbum.

PEQUENAS CRIATURAS

Outra letra metafórica e misteriosa. As guitarras de Junix retornam nesta canção sem o peso que emprestam às demais, mas com a habilidade de se emaranhar aos efeitos de percussão para construir o habitat das pequenas criaturas.

MEU LUGAR

Aqui está o trabalho mais elaborado de composição do disco, em uma densa combinação melódica entre violão, clarinete e clarone. A letra é tão confessional, quase constrangedora, quanto a da faixa-título.

A CIDADE

É curioso como uma canção de tema flagrantemente urbano, embora também metafórico, possa se encaixar em uma melodia tão bucólica. Quase se ouve os passarinhos, e de fato eles seguem resistindo mesmo nas cidades grandes.

A PÉ NO DESERTO

A única música do disco em que voz e violão estão completamente sozinhos não cansa de falar de amor, mas na verdade esta é uma canção de guerra que nem sequer pede paz, recolhe-se a uma genuína e inevitável tristeza.

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Última atualização em: 27 de fevereiro de 2026 às 10:37

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