“Um álbum sobre relacionamentos”. É assim que Alee e Klisman definem o novo disco “Para: Todas Que Fingi Amar”. Composto por 14 faixas, o projeto conta com músicas solo e colaborações inéditas, além da participação da promessa baiana Jimyy.
Em “Para: Todas Que Fingi Amar”, Alee e Klisman bebem da fonte do “trap soul”, vertente que mescla a batida do trap com a melodia do R&B — popularizada pelo artista americano Bryson Tiller no icônico álbum “TRAPSOUL”, que teve a faixa “Exchange” nomeada ao Grammy Awards, em 2016. “A gente trouxe essa alma do trap soul para a realidade do Brasil e com o tempero baiano que eu e Alee temos. É algo que nunca foi explorado na música nacional e que acreditamos que é um ritmo que a galera quer ouvir”, destaca Klisman.
O subgênero serve como guia para composições que se aprofundam nos sentimentos dos próprios artistas, seus relacionamentos e vivências. Além da intro, cada música carrega o nome de uma garota, dando ainda mais profundidade para cada história contada. “Não é necessariamente um álbum sobre amor, mas sobre relacionamentos que jovens negros passam. Seus altos e baixos, brigas e acertos, para todos que tentam ou tentaram amar”, conta Alee.
Gravados na favela da Rocinha – a comunidade mais populosa do Brasil e uma das mais conhecidas do mundo -, os audiovisuais contam com direção criativa de Anderson J. e Ricardo Canario, da Lordbull Filmes, e retratam a complexidade e momentos desses relacionamentos, se complementando como uma grande história.
O ciclo de “Para: Todas Que Fingi Amar” foi iniciado em janeiro deste ano com o EP “SPAM”. Também lançado em colaboração, o projeto serviu como uma amostra ao público do “trap soul” e conta com músicas que acabaram se tornando sucesso entre os fãs em prévias, mas acabaram ficando fora do álbum principal. Com um conceito leve e bem-humorado sobre canções que ficaram “presas no spam”, a mixtape também aposta em uma narrativa romântica e afetiva, marcada por trocas emocionais. Liberado de surpresa, o trabalho já ultrapassou a marca de 5 milhões de reproduções nas plataformas digitais.
“Nossa conexão no trampo foi da mesma forma que na vida, tudo fluiu de forma natural. O Alee me ajuda demais na parte musical. Foi ele que me incentivou a se soltar mais e ser eu mesmo. Eu ajudo ele com a parte mais lírica e a gente meio que vai se completando”, conta Klisman.
