O rapper brasileiro Don Ltomou a decisão de retirar todo o seu catálogo artístico das plataformas de streaming disponíveis em Israel. O gesto é um posicionamento público e direto contra as operações militares israelenses em curso na Faixa de Gaza. O anúncio, divulgado em suas redes sociais recentemente, coloca-o como o primeiro artista de destaque nacional a se juntar formalmente ao movimento global de boicote cultural.
Em nota, o rapper justificou sua ação, descrevendo-a como uma resposta ao que ele denominou “genocídio colonial” na área. “Frente às cenas aterradoras e aos números chocantes do extermínio de civis, sinto que estou fazendo o mínimo do mínimo que, lamentavelmente, é o que está ao meu alcance”, expressou Don L. Ele ainda traçou um paralelo histórico, mencionando: “Venho de uma nação erguida sobre o massacre de populações indígenas e o tráfico de africanos escravizados.”
A atitude do músico se alinha à campanha global “No Music For Genocide”, que tem incentivado artistas de todo o mundo a limitarem a distribuição de suas obras em Israel como forma de exercer pressão política. Essa ação é um exemplo de ativismo cultural que tem ganhado relevância em meio a tensões geopolíticas.
Don L classificou sua posição como a de “um artista com sensibilidade humanista radical, que defende o direito de todos os povos a serem tratados com dignidade”. Apesar de reconhecer o impacto restrito de um ato individual, ele reiterou sua incapacidade de “ser conivente com o genocídio colonial em curso em Gaza.”
