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Regiane Cordeiro lança seu 1º álbum solo, “Raiz do Mundo”, um manifesto de ancestralidade e maturidade no reggae brasileiro

Regiane Cordeiro lança seu 1º álbum solo, "Raiz do Mundo", um manifesto de ancestralidade e maturidade no reggae brasileiro

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Celebrando uma década de protagonismo na cena reggae/sound system brasileira, a cantora e compositora Regiane Cordeiro lançou seu primeiro álbum solo: Raiz do Mundo. O trabalho é um registro de amadurecimento musical e uma reafirmação de sua identidade como mulher preta e artista independente.

https://open.spotify.com/intl-pt/album/6pibhOcm2dNgM9m9ktn3f9?si=dtm_6WLbQWSVcXvnBwmMug

O título do álbum, Raiz do Mundo, é uma homenagem direta à origem de Regiane, que cresceu em um verdadeiro berço musical no norte de Minas Gerais. A artista é parte da Família Cordeiro, uma linhagem de “gente fazedora de arte” composta por seu pai, irmãos e sobrinhos — todos multi-instrumentistas e cantores que mantêm viva a tradição sonora da região há muitos anos.

Essa herança familiar não é apenas biográfica, e aparece como base estética do disco. Regiane buscou traduzir o afeto e a força que carrega no sangue através de escolhas artísticas raras no reggae convencional. “Trago por exemplo a viola caipira para esse disco. O cancioneiro popular mineiro adora essa raiz, e eu achei importante trazer, então convidei Moreno Overá para trazer o toque da viola aos arranjos de Luizinho Nascimento”, explica Regiane.

Além disso, na faixa “Chão Vermelho”, a cantora reverencia seus antepassados e familiares, que ela descreve como a “pedra fundamental” para sua existência e arte. A participação da lendária Célia Sampaio nesta música sela o encontro entre a maturidade de sua história familiar e o reggae nacional.

Tecnicamente, o álbum destaca o estilo African-voice de Regiane. Longe de ser apenas uma técnica aplicada, a artista afirma que essa sonoridade já mora nela, em sua escuta e ancestralidade. Durante as gravações, ela buscou manter a “textura e o grão” da voz, recusando-se a polir excessivamente a emoção para preservar um caráter ritualístico e cru.

Além disso, o disco promove um encontro histórico de vozes femininas, com Marina Peralta em “Vida Importa”, celebrando a confiança mútua, Mis Ivy em “A Gira”, unindo a potência do Dancehall brasileiro à força ancestral, CAYARÌ, mulher indígena que traz cantos em sua língua nativa para a faixa “Era das Máquinas”, falando de cura e natureza, e Elaine Alves em uma nova versão de “Mulheres Reais”, honrando as que abriram os caminhos.

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Última atualização em: 9 de março de 2026 às 13:12

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