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Show ‘MCMV’, de Emicida apresenta uma ode à ancestralidade em um grande obrigado a quem veio antes

Show 'MCMV', de Emicida apresenta uma ode à ancestralidade em um grande obrigado a quem veio antes

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É necessário voltar ao começo.

Em 2006, Emicida foi o grande vencedor da Liga dos MCs e agora, 20 anos depois, com uma carreira consolidada não apenas na música, realiza a turnê Emicida Racional: Mesmas Cores, Mesmos Valores, em exaltação a quem o formou como pessoa e como artista.

O show inteiro é um grandioso agradecimento e, nesse sentido, não estranhamente, inicia-se pelos créditos, onde se lê o nome de Dona Jacira, mãe do rapper, que se tornou ancestral em julho de 2025.

“Em tudo eu via a voz de minha mãe”, canta Emicida — e não é preciso se esforçar muito para perceber a presença de Dona Jacira permeando toda a apresentação. Dona Jacira, filha da Orixá Iansã, que já se definiu como a própria ventania e se faz presente na palma de Oyá que dá o tom ao refrão da música “Us Memo Preto Zica”.

O álbum Emicida Racional Vol. 2 é a forma que o artista encontrou para demonstrar a Mano Brown, Edi Rock, KL Jay e Ice Blue “o tamanho do seu obrigado” aos Racionais MCs, grande referência musical de sua vida. E esse tributo veio em forma de arte sensível, forte, potente e poética, como costuma ser sua obra.

Show 'MCMV', de Emicida apresenta uma ode à ancestralidade em um grande obrigado a quem veio antes
Divulgação

E, como quem é grato por onde e por quem veio, Emicida sabe de sua influência na vida e na arte de tantos que sonham em chegar onde ele chegou, convidando para a celebração de MCMV artistas que também queriam lhe demonstrar o tamanho de sua admiração.

MCMV é uma apresentação tecnicamente impecável, mas, para além disso, é emocional e espiritual. Tem o poder de sincronizar fãs de várias gerações em uma mesma obra: tanto aqueles que cresceram ouvindo Racionais MCs quanto os que cresceram — e seguem — ouvindo Emicida.

Emicida emocionou a todos, mas falou, em especial, diretamente aos corações de quem se reconhece na “palma mais preta do mundo” e de quem encontra naquelas canções o alento e o combustível para seguir, dia após dia, levantando e andando em busca de seus objetivos.

Obrigada, Emicida.

Exu matou um pássaro ontem com a pedra que jogou hoje.

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Última atualização em: 19 de maio de 2026 às 14:21

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