O show de Mariah Carey no The Town foi, em uma palavra, preguiçoso. A falta de movimentação, as interações quase inexistentes, o canto protocolar e o semblante entediado deram a clara impressão de que ela cumpriu tabela, pegou o cheque e foi embora.
A headliner do The Town deste sábado (14) retornou ao Brasil pela segunda vez em dois anos – e, devemos admitir, sua voz soou tão impressionante quanto sempre, mas a cantora pareceu uma atendente de telemarketing recitando protocolo.
A cantora abriu o set com “Dangerous”, single de seu futuro álbum “Here For It All” – com produção de Anderson .Paak, parceiro de Bruno Mars no Silk Sonic. Foi sua primeira vez no palco cantando novo material desde 2018, e ela parecia genuinamente animada com a nova fase. Apesar disso, não adiantou muitas novidades: do disco, que sai dia 26, apresentou apenas a faixa de abertura e “Sugar Sweet”, ambas já lançadas.
Em comparação com sua apresentação no Rock in Rio, ela variou o que pôde, mas sem sair da zona de conforto. Alterou a ordem das músicas e trocou o vestido justo pelo macacão nas cores do Brasil.
O público tinha muitas expectativas, mas foi possível perceber dispersão à medida que o show avançava burocraticamente.
“Emotions” foi para o topo do setlist, e Mariah já exibiu seu famoso “whistle note” já na segunda música. Baladas clássicas como “Hero”, “Without You” “My All” atingiram o âmagodo público, mas faltava algo, e é claro que ninguém espera grandes performances físicas de Mariah. Seu artifício é e sempre foi a voz, mas o público merecia mais.
A bela versão de “I Want To Know What Love Is” encerrou a apresentação para uma platéia que já estava satisfeita com o mínimo.
