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“Traquinagem não se conta”, mas vamos contar pra vocês: Casmurro lança “Caladinho”, single animado e cheio de bons conselhos

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É dentro de um caldeirão de influências afro que surge o cantor e compositor Casmurro e seu single “Caladinho”, faixa que começou a tomar forma em parceria com o produtor Marcelo Santana e chega às plataformas hoje (14) com videoclipe que mostra parte da estética soteropolitana.

“Caladinho” abre uma sequência de lançamentos que vai culminar no EP “Sonora Teimosia”, trabalho que vai mostrar o resultado completo das experimentações do compositor baiano, no que ele define como um “quebra-cabeça de ideias”. Acrescentando energia a este quebra-cabeça, a faixa teve como guitarrista Jotaerre, ex-integrante da banda Psirico e que já tem quatro álbuns gravados em carreira solo, parcerias com Chibatinha (ÀTTOOXXÁ), a cantora Andrea Caldas, e já foi integrante da lista de melhores do ano pela crítica especializada.

O artista coloca no mundo uma canção enérgica e vibrante, que vem para agregar a sempre efervescente cena musical de Salvador. “Esse som é sobre a importância de se resguardar, evitar exposição desnecessária, que muitas vezes só servem como exaltação da vaidade. É sobre focar no que realmente importa, em atitudes sobressalentes que nos torna melhores seres humanos”, conta o cantor que teve a faixa mixada e finalizada em Los Angeles por Henrique e Gustavo Costa (Zayn Malik).

Após gravar a primeira versão da canção no Estúdio Aquaheltz, do produtor Marcelo Santana, no bairro da Liberdade, Casmurro entregou “Caladinho” para polimento final nas mãos dos produtores Henrique Andrade e Gustavo Costa, que fizeram a mixagem do som em Los Angeles e Cazaquistão. “Então, esse projeto com o Casmurro me traz uma vibração muito forte, porque eu já estou fazendo produção há muito tempo e acho que eu nunca encontrei um cantor que tivesse tanta autenticidade quanto o Casmurro. ”, diz Gustavo, que fez toda a produção à distância de Almaty, cidade cazaquistanesa.

Conversando mais com as tradições do mestre Neguinho do Samba, Mestre Jackson, Mestre Prego e Olodum, mas conferindo ao som uma contemporaneidade eletrônica vista em grupos como Ramiro Mussoto, Buraka, e Baianasystem, Casmurro traz para sua música a intuição que carregou desde que acompanhava os ensaios de uma banda de samba-reggae no quintal da casa da avó. Convicto em fazer música, foi vocalista de uma banda de rock até que as constantes audições de mestres do reggae nos vinis do pai o pegaram.

O artista baiano preza pela autenticidade e pela reverência sincera às suas referências musicais e este lançamento é um belo cartão de apresentação. “Caladinho fala sobre como eu enxergo o meu mundo. O silêncio pra mim é uma ferramenta estratégica. Há momentos na vida que é importante silenciar. Não por submissão, mas como forma de preservação da nossa integridade, a fim de evitar exposição desnecessária. Em silêncio observamos os movimentos ao nosso redor e principalmente os nossos próprios movimentos”, finaliza Casmurro

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Última atualização em: 16 de março de 2024 às 11:30

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