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Vozes Vissungueiras amplia legado com documentário e álbum dedicado à preservação da memória afro-mineira

Desdobramentos do projeto que recria e traz à contemporaneidade os vissungos – patrimônio imaterial da herança bantu no Brasil –, o média-metragem revela os bastidores da produção, enquanto a edição em LP terá distribuição destinada a comunidades guardiãs, instituições de memória, artistas e pesquisadores
Vozes Vissungueiras amplia legado com documentário e álbum dedicado à preservação da memória afro-mineira

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O projeto Vozes Vissungueiras ganha um novo capítulo de sua trajetória com o lançamento de um documentário inédito e de uma edição em vinil do álbum homônimo, lançado no final de 2025 e concebido como instrumento de salvaguarda e transcriação de um dos mais importantes patrimônios linguísticos e musicais de matriz bantu preservados no Brasil. Ambos serão apresentados ao público em 31 de julho, com exibição do filme e audição do vinil na Casa Farofa, no centro de São Paulo.

Mais do que celebrar os dois lançamentos, o encontro consolida um percurso iniciado há pouco mais de um ano, quando o projeto reuniu músicos e pesquisadores para, juntos, transformar antigos cantos do Alto Jequitinhonha e da Serra do Espinhaço (MG) em uma obra coletiva de criação artística e preservação da memória cultural africana no Brasil. O álbum digital – disponível nas plataformas de streaming –, o documentário e o vinil passam agora a constituir diferentes camadas de um mesmo documento histórico, ampliando a difusão dos vissungos para além da experiência fonográfica e contribuindo com a transmissão desse legado para gerações futuras.

Vozes Vissungueiras amplia legado com documentário e álbum dedicado à preservação da memória afro-mineira

Com direção geral e curadoria de Rita Teles – que também atua como cantora e assina a produção executiva do álbum –, Vozes Vissungueiras reúne os seguintes artistas: Graciela SoaresJuçara Marçal, Sérgio PererêTiganá Santana,o diretor musical e arranjador Salloma Salomão e Mestre Enilson Viríssimo, herdeiro da tradição dos vissungos. Além dos músicos envolvidos na produção – Gui Braz (violão, flauta, baixo, guitarra, percussão e timbila), Otis Selimane (percussão), Marcelinho Dendem (baixo) e Di Ganzá (cordas) –, o projeto inclui outros dois curadores: os pesquisadores Luciano Mendes Joana Corrêa, que compartilham reflexões sobre a permanência dos vissungos na cultura brasileira e o diálogo entre os registros históricos realizados por Aires da Mata Machado Filho, Luiz Heitor Corrêa de Azevedo e a memória preservada por comunidades de Milho Verde e São João da Chapada (MG).

Dirigido por Fernando Solidade, o documentário Vozes Vissungueiras acompanha a construção do álbum desde as primeiras gravações em estúdio. Em seus 33 minutos, reúne imagens de bastidores, ensaios, apresentações e depoimentos de músicos, pesquisadores e curadores, revelando o processo criativo que aproximou tradição oral, pesquisa acadêmica e criação musical contemporânea. Ao registrar encontros, escutas e etapas de criação compartilhadas até o lançamento oficial do álbum no Centro Cultural São Paulo, em dezembro de 2025, o documentário transforma esse percurso coletivo em patrimônio audiovisual, revelando uma dimensão da obra que a experiência exclusivamente sonora não seria capaz de alcançar.

Essa mesma perspectiva orienta a edição especial de Vozes Vissungueiras em vinil. Mediado pelo selo Made in Quebrada Discos, o LP foi concebido como um documento de preservação cultural. A tiragem de 300 exemplares, integralmente fora de circulação comercial, terá distribuição exclusiva entre comunidades guardiãs dos vissungos, artistas participantes, pesquisadores, coletivos de cultura negra e instituições dedicadas à salvaguarda da memória musical brasileira. Os discos serão destinados às comunidades de Milho Verde e São João da Chapada, entre outras regiões que preservam a memória dos vissungos, além de acervos públicos como a Biblioteca Nacional, a Discoteca Oneyda Alvarenga, do Centro Cultural São Paulo e instituições de preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural brasileiro.

SERVIÇO

Audição do vinil e exibição do documentário Vozes Vissungueiras

Data: 31 de julho de 2026 (sexta-feira), às 19h

Casa Farofa – Terraço – Entrada gratuita

Endereço: Rua Treze de maio, 240 – Bela Vista – São Paulo (SP)

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Última atualização em: 23 de julho de 2026 às 23:49

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