Já consolidado como um dos principais nomes da cena, Yunk Vino lançou, na última quinta-feira (26), MR., seu primeiro álbum de estúdio, projeto que marca uma nova camada em sua trajetória. O artista, que integra o selo Labbel Records – frente de trap da produtora Boogie Naipe – chega ao novo trabalho a partir de um processo mais longo e estruturado, que não rompe com o que veio antes, mas aprofunda uma lógica criativa mais direcionada, desenvolvida ao longo de cerca de dois anos
Diferente de projetos anteriores, guiados por um fluxo mais espontâneo, MR. nasce de um processo que amplia as camadas de construção, tanto no campo criativo quanto na forma como o artista se relaciona com o próprio trabalho. Ao longo desse período, a criação deixa de ser conduzida de forma isolada e passa a incorporar trocas, direcionamento e acompanhamento contínuo, fortalecendo o papel da direção criativa e da construção coletiva no resultado final.


“Eu soube respeitar o tempo e o que eu sentia em relação a isso. Nunca foi só sobre lançar um álbum, era sobre viver mais coisas, entender mais, ter bagagem para fazer um projeto que fizesse sentido pra mim. Hoje eu sinto que consegui chegar nesse lugar”, comenta o artista.
Esse percurso impacta diretamente a forma como o álbum se organiza. MR. foi pensado como um corpo único, em que as faixas não só funcionam de maneira isolada, mas também se conectam dentro de uma mesma lógica narrativa. Ao longo do projeto, Yunk Vino atravessa temas como amadurecimento, trajetória e construção de identidade, estruturando o disco a partir de um percurso que articula diferentes momentos de sua vida.
“O projeto teve uma construção diferente porque não era só sobre fazer música. Tinha uma direção acontecendo, mais gente envolvida, troca o tempo todo, e isso muda a forma como você enxerga o trabalho. Você começa a pensar no álbum como uma obra, em como tudo se conecta, no que cada parte representa dentro do todo”, afirma Yunk Vino.
